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Design por que?


Por que você é designer? Ou o que te levou a estudar essa área do conhecimento humano? O que te levou a gostar dessa penosa, mas apaixonante carreira? Você já se fez essas perguntas? Sei que muitos sabem a resposta na ponta da língua e vão dizer facilmente que é porque gostam de desenhar, ou porque gostavam de mexer no Photoshop…

Eu decidi fazer design por causa de dois caras, duas personalidades que influenciaram alguma época da minha vida e que, mais tarde, descobri que eram designers. Os dois tem seu valor, um é reconhecido mais do que o outro, mas ambos tiveram contribuições marcantes na minha escolha.

Hans Donner

A maior parte dos designers que lerem isso irá dar risada. Hoje, Donner não é mais tão conceituado no meio como era há alguns anos. O designer austríaco, nascido na Alemanha, mas radicado no Brasil, teve seu grande momento na criação do logo da Rede Globo, revitalizada diversas vezes também por ele. Mas o que me marcou mesmo nos trabalhos de Hans Donner foram as diversas aberturas de programas e novelas que ele idealizou e produziu.

Me lembro das várias vezes que fiz questão de assistir ao primeiro capítulo das novelas (nos idos de 1990 e começo dos anos 2000) só pra ver as animações que sempre rolavam. A melhor, pra mim, era a de Meu Bem, Meu Mal, que mostrava diversas peças modernas com uma edição incrível pra época:

Só que nessa época, ainda muito novo, eu não tinha essa noção de que se tratava. Era algo distante. Entre as várias vinhetas de abertura, Donner também fez as dos programas TV Colosso, Fantástico, Jornal Nacional, Jornal Hoje, TV Pirata e as novelas Mulheres de Areia, O Dono do Mundo e etc.

Mike Shinoda

Se você não é muito ligado à música, não deve conhecer esse nome. Mike é o fundador do Linkin Park. Divide com Chester Bennington o posto de vocalista, mas também é guitarrista, pianista, rapper, produtor e etc. Antes do sucesso da banda, Mike e Joe Hahn (também do Linkin Park) frequentaram juntos na Faculdade de Artes e Design de Pasadena, onde Mike se formou.

Além de produzir musicalmente a banda, ao lado de amigos, Shinoda também fez todo o trabalho de designer do Linkin no começo da carreira dos caras. É o principal responsável pelas artes das capas (inclusive o desenhista de algumas delas). Também era dele a responsabilidade pelo site da banda. O clip de Breaking the Habit (acima) teve direção do músico e designer.

Curto muito o estilo do Shinoda por ter essa influência da tradição milenar do Japão em boa parte do que ele faz. As artes dos álbuns sempre são carregadas de referências da cultura pop japonesa, como a capa do Reanimation, por exemplo, que é uma fortíssima referência ao desenho Transformers.

Mas um dos grandes trabalhos de Mike Shinoda que me impressionou e me marcou por um bom tempo foi o site oficial do Linkin Park, em sua versão lançada em 2002, com essa vibe Transformers. Na época, não me recordo de ter outro site com a qualidade de cores, desenhos e utilização de tecnologias (na época o Flash tava no auge) tão bacana quanto era o site do LP.

Foi nessa época que me apeguei mais ao web design, tendo ainda mais vontade de me aprofundar no assunto, correndo atrás de textos, tutoriais e etc, pra tentar aprender o que havia de mais interessante no meio.

Outra influência muito forte que tive veio da Revista InfoComo sempre estive ligado no universo da informática e tecnologia, a revista da Editora Abril sempre esteve entre as publicações mais frequentes em casa, tanto por mim quanto por meu irmão mais velho. Mas o que me chamava muito a atenção era o projeto gráfico da revista. A diagramação, as capas, sempre fui apaixonado pelo que o pessoal de criação deles vazia.

Com a vontade de poder atuar nessa área, acabei me aventurando pelo Jornalismo, crendo que seria o caminho mais interessante. Nos quase 2 anos de faculdade pude aprender muita coisa sobre escrever bem, mas nada de diagramação ou que estivesse mais próximo do que queria.

Depois de um bom tempo, acabei decidindo dar uma virada na minha vida e parti rumo à Curitiba pra, finalmente, estudar design. Mas isso é outra história.

Links

Site oficial do Hans: http://www.hansdonner.com

Site oficial do Mike: http://mikeshinoda.com/

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10º Big Brother Brasil


Há 10 8 anos ia ao ar pela primeira vez na TV brasileira um reality show, o Big Brother Brasil, carinhosamente apelidado de BBB pelos brasileiros. Marcando o começo de uma era na mídia nacional onde TV, revistas, Internet e rodinhas de amigos só falavam do eliminado da semana. Um verdadeiro fenomeno. Como não poderia deixar de fazer, deixo aqui meus parabéns a TV Globo, a Pedro Bial e a voce, que se senta em frente a TV no horário nobre para contemplar, há 10 anos, o programa mais assistido da TV brasileira!!

Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.

Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.

Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.

Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.

Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.

O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.

Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.

Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.

Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.

Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.

Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.

A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.

Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.

Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.

Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.

É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.

Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.

A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.

E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.

E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.

E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.

A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.

Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.

Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?

Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…

Ou voce achou mesmo que eu iria homenagear?

(o título real deste cordel é “BIG BROTHER BRASIL, UM PROGRAMA IMBECIL”, escrito por Antonio Barreto, professor e escritor de literatura de cordel, de Santa Bárbara, Bahia)

A Pílula Vermelha


por Anderson Felipe Butilheiro

Há muito tempo se diz do poder de influência que a televisão exerce no indivíduo. Talvez por ser um veículo de comunicação tão forte, tão presente nos lares e com uma credibilidade tão grande… Talvez por realmente ser manipulada para esse fim: formar opinião. No Brasil, sabemos da força da TV e de, principalmente, uma rede televisiva que exerce sua influência de forma dominante. A Rede Globo deixou de ser mais um canal, uma opção do telespectador e se tornou “inevitável”, presente em mais de 90% das casas com televisão no país. Passou a ser nosso principal agente de divulgação de notícias, de informações e de entretenimento. Mas até que ponto a Globo é capaz de influenciar? Até que ponto o telespectador é passivo ao que vê na maior rede de comunicação do Brasil?

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