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É crime? – Parte II


O caso “Tropa de Elite

Semana passada fui assistir ao filme Tropa de Elite 2 nos cinemas. Até comentei por aqui… Realmente é um filme muito bom que, como disse antes, vai fácil bater todos os recordes de qualquer produção nacional. Só na primeira semana foram mais de 1,3 milhão de espectadores, muito diferente dos pouco mais de 120 mil da estréia do primeiro filme em 2007. Mas o que houve de tão diferente?

 

Tropa de Elite pirateado
Cópia pirata do filme Tropa de Elite encontrada em qualquer camelô

Durante as semanas que precederam o lançamento do segundo filme se falava muito na operação de proteção das cópias que chegavam às salas de cinema em todo o país. Diversos recursos e várias medidas foram tomadas para que essa cópias não acabassem reproduzidas (pirateadas). Em 2007, estimava-se que cerca de 11 milhões de pessoas viram Tropa de Elite fora dos cinemas, com cópias pirateadas. O medo era que o fiasco se repetisse esse ano, mesmo com toda a divulgação feita e mesmo com boa parte dos espectadores sabendo da qualidade do filme, depois da repercussão do primeiro.

Mas cabe a discussão: o ‘vazamento’ da cópia que originou todo o ‘transtorno’ do primeiro filme foi ou não foi benéfico para que se chegasse à tal badalada repercussão? Se essa cópia não tivesse sido exposta ao público antes do lançamento do filme, o sucesso teria sido o mesmo? Chega-se a especular que tenha sido proposital…

O que não muda é o fato de que essas cópias piratas ainda estão aí nas ruas… Tanto do primeiro quando do segundo filme (que já vi aqui pelas ruas de Curitiba). Assim como a de milhares de outros filmes que volta e meia simplesmente aparecem por aí, às vezes meio que sem explicação! Com qualidade de DVD, os mesmos extras e etc. E nesses casos a fiscalização não chega, não faz nada…

Em compensação, essa semana uma americana foi sentenciada a pagar cerca de 1,2 milhão de dólares às gravadoras por baixar e disponibilizar pelo Kazaa (lembra dela) 24 músicas em formato MP3! No caso foi citado que mais de mil arquivos nesse formato foram encontrados no computador da tal moça, mas ela só foi julgada por essas 24. O Kazaa, pra quem não sabe, é um programa de compartilhamento online (P2P) de arquivos em que não é cobrada nenhuma taxa, ou seja, não há lucro de ninguém (nem dos donos do serviço, nem do usuário). Porém, segundo o processo que rolou por lá, ela foi julgada por danos às gravadoras, que teriam, supostamente, deixado de lucrar essa quantia com o download ilegal das músicas.

E as quadrilhas que vendem os CDs piratas? E os ‘trabalhadores informais’ que lucram vendendo tênis, camisas, DVDs e tantos outros produtos ilegais nas ruas das nossas cidades? O deles não é crime, né?

Continua…

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Tropa de Elite, osso duro de roer…


Tropa de Elite
Osso duro de roer
Pega um pega geral
Também vai pegar você

Quando o hit começa a tocar, não tem jeito: toda a platéia se manifesta ou cantando junto, ou batendo as mãos acompanhando o ritmo, ou se mexendo, balançando a cabeça… Provavelmente foi assim que Tropa de Elite 2 foi recebido na maior parte dos cinemas brasileiros! E foi assim ontem, na sessão em que eu estava, lotada, em plena quinta-feira, já na terceira semana de exibição do filme que deverá ser, de longe, o maior sucesso nacional de todos os tempos.

Tropa de Elite 2: O inimigo agora e outro
cartaz promocional do filme Tropa de Elite 2

Seguindo o mesmo caminho de seu antecessor, Tropa 2 mostra os bastidores das operações do Batalhão de Operações Especiais, o BOPE, que ficou popular após o primeiro filme. Apelidados de caveiras, os membros do grupo são treinados para agir como uma força tarefa na guerra contra o tráfico no Rio de Janeiro. Na trama do anterior, o então Capitão Roberto Nascimento (Wagner Moura), é o responsável pelo treino e por parte das ações táticas desse time de “super-policiais”. Com um apelo fortemente voltado para a violência, tratando dos traficantes e demais bandidos com pouquíssima cordialidade (e muita pancadaria), o filme ganhou a simpatia do público brasileiro, cansado de ver esses criminosos saírem impunes, e extasiados de vê-los pagando pelos pecados… Mesmo que de uma forma nada justa, e às vezes demasiadamente cruel!

Wagner Moura
Coronel Nascimento (Wagner Moura) em ação

O segundo filme vai na mesma linha, porém explora mais do que as operações táticas do Batalhão, indo até os bastidores do poder público, onde jogos políticos e de interesse econômico controlam até mesmo a própria polícia e sua influência nas comunidades. Enquanto o primeiro filme se baseia em uma história real, retratada no livro Elite da Tropa, escrito por Luiz Eduardo Soares, a sequência tem roteiro próprio, aparentemente fictício, mas que é o fiel retrato da sociedade brasileira de hoje.

Envolvido cada vez mais pelo poder público, Nascimento se torna Coronel, se encaixa na Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro e começa uma operação que, para ele, iria limpar de vez as ruas do tráfico de drogas e de toda a rede de corrupção envolvida. Mas ao invés disso, as suas ações abrem uma brecha pra que outro tipo de corrupção se instaure e tome conta das favelas, nas mãos dos próprios policiais. Assim, Nascimento percebe que sua guerra passa a ser contra as milícias: grupos de policiais corruptos que controlam os morros cariocas.

Seu Jorge e o diretor José Padilha
Seu Jorge e o diretor José Padilha

Tropa 2 conta com um elenco de peso, começando pelo próprio Wagner Moura, que volta com uma atuação impecável, assim como do filme anterior. Se no primeiro Tropa o Capitão Nascimento se tornou símbolo pela sua personalidade, firmeza e pelo seu caráter, que mesmo passando por problemas de relacionamento, se mantinha imaculado, na sequência ele se torna ainda mais empático com o público, mostrando ser ainda incorruptível, mesmo não sendo um homem exemplar!

O cast ainda tem André Ramiro e Tainá Müller, que também estavam no anterior, além de Maria Ribeiro, João Miguel, Fernanda Machado, Irandhir Santos e Seu Jorge, com uma perfeita atuação logo no começo do filme.

Tropa de Elite 2 conta não só com um bom enredo, com uma verosimilhança incrível, mas com uma produção excelente, que é de longe a melhor pra um filme produzido em solo tupiniquim. As cenas de ação são recheadas de tiros, ao molho de muito sangue, às vezes até exagerado, mas com tomadas boas, som impecável e um ensaio incrível que faz cada bala parecer mais real que a anterior. Nao me lembro de ter visto nem em filmes americanos cenas em que se sentisse tanto o impacto de um soco, um chute ou um tiro.

E é exatamente com um tiro que o filme encerra. Não vindo de um revólver, mas das palavras fortes do protagonista que fecha o filme com um discurso que no mínimo nos faz pensar sobre a nossa parcela de culpa no cenário social do nosso país. Um segundo tiro então vem, na voz de Hebert Viana, com a música “O Calibre”, que encerra o filme.

Eu vivo sem saber até quando ainda estou vivo
Sem saber o calibre do perigo
Eu não sei d’aonde vem o tiro

The Matrix – 10 anos


Desde o começo desse ano que estou programando esse post e ele nunca saía. Por mais incrível que possa parecer, acho extremamente difícil falar sobre “The Matrix” sem me deixar levar por devaneios, emoções diversas e muitas outras coisas mais. Por isso procrastinei enquanto deu. Porém, não dava pra fechar o ano sem escrever sobre o filme que, pelo menos pra mim, foi o mais importante de todos os tempos na história do cinema.

Cartaz publicitário do filme

Há pouco mais de dez anos, precisamente no dia 02 de abril de 1999, estreava nos cinemas americanos o que viria a ser um dos maiores sucessos da história do cinema. Contestado, discutido, plagiado e fonte de inspiração pra tantas obras mais, “The  Matrix” (no Brasil simplesmente “Matrix”) surgiu com um conceito totalmente novo para filmes de ação. Mas não só isso, toda a cenografia, os diálogos altamente filosóficos e os conceitos e ideais transmitidos no filme se tornaram um marco.

A história narra a saga de Thomas A. Anderson (Keanu Reeves), um homem que vive, do lado de fora dos computadores, a vida de um pacato programador de uma grande empresa. Do lado de dentro ele é Neo, um perigoso hacker procurado pelo FBI. O que o jovem de cabelos escuros não sabe é que nada nessa vida que ele vive não é real.

Durante o filme, ganhador de 4 Oscars, somos levados à um futuro onde homens e máquina duelam pela sobrevivência numa guerra que dura aproximadamente há dois séculos. Neo conhece a verdade sobre esse mundo conduzido por Morpheus (Laurence Fishburne), um dos principais hackers do que ele chama de ‘A Matriz’ (na versão brasileira, mantiveram o nome em inglês Matrix), um sistema criado para aprisionar os seres humanos e gerar a energia que alimenta as máquinas. Dentro desse sistema, os humanos são levados a crer que vivem no mundo real por um mecanismo que prende suas mentes virtualmente. Do lado de fora, uma verdadeira guerra acontece entre os humanos que se libertaram da Matriz e as máquinas. Segundo Morpheus, Neo é O Escolhido (The One) para acabar de vez com a tal guerra. Uma espécie de messias, ou o cumpridor de uma professia.

“The Matrix” coloca em cheque uma série de conceitos sobre o real e o imaginário, traz à tona ideias que vem de Platão (o Mito da Caverna), se misturam com mensagens do budismo e cristianismo, com previsões de um futuro governado por máquinas (a la Isaac Asimov) e um cenário underground típico de aventuras sci-fi (ficção científica). Exatamente por essa mistura de dar medo é que o filme fez tanto sucesso, foi tão criticado, tão visto e fez um tremendo estardalhaço.

Agentes

Nos anos seguintes, muita coisa no cinema mudou devido ao uso das tecnologias adotadas primeiro pelos irmãos Andy e Larry Wachowski, diretores, produtores e roteiristas da trilogia que se formaria em seguida. The Wachowskis (como são conhecidos desde a mudança de sexo de Larry, agora Lana) são fãs de tudo o que tem a ver com cultura pop, desde Tolkien até mangás, passando por kung-fu, bang-bang e outras coisas nerds. E exploram tudo isso o tempo todo em “The Matrix”.

O filme foi não só uma sensação nos cinemas, mas fora das salas, originando uma franquia similar à de “Star Wars” ou “Star Trek”, tão idolatrada como elas. Jogos para PC (“Enter the Matrix”), bonecos de brinquedo, sátiras, adaptações e até uma inusitada continuação em versão animé (“Animatrix”, lançado em 9 episódios em desenho animado no estilo oriental) apareceram. “The Matrix” também serviu para alavancar a carreira dos protagonistas Keanu Reeves e Laurence Fishburne, além de lançar vários outros atores ainda desconhecidos do grande público como Carrie-Anne Moss (Trinity) e Hugo Weaving (Agente Smith).

Keanu Reeves como Neo em "The Matrix Reloaded"

Keanu Reeves, inclusive, vinha de bons momentos anteriores com o sucesso de filmes como “Advogado do Diabo” (“The Devil’s Advocate”, 1998) e “Velocidade Máxima” (“Speed”, 1994). Mas só depois de “The Matrix” passou a ser considerado ator de primeiro escalão em Hollywood. De lá pra cá o ator perticipou de outros 18 filmes, quase sempre como personagem principal. No próximo ano Reeves deve lançar mais dois trabalhos (“47 Ronin” e “Henry’s Crime”).

Se você ainda não viu “The Matrix”, é bem provável que você terá que ver. Se não por obrigação de escola, pelo menos pra você conhecer um dos filmes que se tornou um clássico e que será comentado por pessoas como eu por muitos e muitos anos. Uma boa forma de começar e vendo o trailer do filme. Divirta-se!

Entendendo a catástrofe de 2012


Cartaz de "2012": "Quem será deixado para trás?"

Criei coragem ontem e finalmente fui ver o tão anunciado “2012” nos cinemas. A falta de coragem anterior foi por ouvir tantas críticas a respeito do filme que acabaram com toda a minha expectativa criada antes. Falaram tão mal dele que achei que seria um péssimo filme. E não foi. “2012” cumpre o combinado: diversão, efeitos especiais fantásticos, uma história densa focada não só num personagem, mas em várias situações que se misturam e fazem da trama 2 horas e meia nada cansativas. Porém o filme realmente peca em alguns aspectos. Não sou de fazer spoilers quando falo de filmes. Nem gosto que me contem e não faço o mesmo com ninguém. Então pode ler sossegado o que vem a seguir.

A começar pelos créditos, “2012” já surpreende. O filme tem uma introdução totalmente diferente do que se espera e nos conduz a entender o que se passa no período entre 2009 (ano atual) e 2012 (ano anunciado de todas as catástrofes). Daí pra frente, o filme desenrola um desencadeamento de acidentes, incidentes, catástrofes das mais diversas formas que são causados pelo Sol. Sim, essa é a premissa do filme: o Sol como grande vilão do fim do mundo, assim como previa uma tal profecia maia. Aliás, quem pensa que o filme fala dessa tal profecia até cansar, se engana. Poucas vezes no filme ela é citada e nem mesmo é bem explicada. Por isso, aí vai a explicação detalhada do assunto, que é o verdadeiro tema desses post.

Templo Maia

Certo tipo de crença que mistura astronomia, arqueologia, mitologia, numerologia (e outras cositas más) conhecido como “Fenômeno 2012” afirma que haverá nesse fatídico ano um evento de proporções não só globais, mas que envolverá parte do nosso Sistema Solar. Esse evento acarretará diversas mudanças em nosso planeta podendo causar inclusive a extinção da vida por aqui. Nenhum cientista em sã consciência leva a sério essa teoria.

O fundamento principal da teoria é um dito “calendário maia”, que na verdade nem maia é, que teria sido calculado de forma que seu fim seria aproximadamente entre 21 e 23 de dezembro de 2012. O tal calendário, que na verdade era um calendário comum aos povos mesoamericanos (maias, astecas e incas), se baseava num sistema completamente diferente de contagem:

O calendário de conta longa identifica uma data através da contagem dos dias desde 11 de Agosto de 3114 a.C. (no calendário gregoriano proléptico). Em vez de utilizar um esquema de base 10, como a numeração ocidental, os dias da contagem longa eram contabilizados através de um sistema vigesimal(que ia de 0 a 19 , diferente do nosso decimal que vai só até 9). Assim, 0.0.0.1.5 é igual a 25, e 0.0.0.2.0 é igual a 40.

Sistema vigesimal de numeração

No entanto, a contagem longa não é consistentemente de base 20, uma vez que o segundo dígito a contar da direita apenas conta até 18 antes de voltar a zero. Assim, 0.0.1.0.0 não representa 400 dias, mas sim apenas 360. (Wikipédia)

Assim sendo, o dia 21 de dezembro de 2012 coincidirá com a data 20.20.20.18.20 do calendário maia, o último possível duma série de mais de cinco mil anos, ou seja, o fim de um ciclo.

Para os seguidores da Nova Era, o ano de 2012 marca o início de uma transformação física ou espiritual positiva, uma transição para uma nova era (a tão aguardada Era de Aquário) que substituirá a Era de Peixes (mais informações em http://pt.wikipedia.org/wiki/Nova_Era). Porém, para muitas outras crenças, 2012 poderá ser o início de uma fase mais temível conhecida como Apocalipse, ou o Fim dos Tempos.

Muito se tem discutido sobre o assunto na Internet hoje. Várias vezes o assunto se torna motivo de brigas entre blogueiros, entre seguidores de diversas crenças e entre fanáticos do assunto. Inclusive o momento aproveitado para o lançamento de 2012 gerou ainda mais discussões após causar pânico entre alguns. O motivo: quando começou a circular, o trailer do filme acusava os governos de não divulgar à população que o fim do planeta estava próximo. Muita confusão por pouca coisa. Afinal, ninguém se lembra de quando Orson Welles leu “A Guerra dos Mundos” (de H.G. Wells) ao vivo na rádio CBS, em 1938, causando o maior reboliço? (Confira essa história aqui: http://www.dw-world.de/dw/article/0,,956037,00.html).

A grande questão aqui é que mais uma vez Hollywood se aproveita de uma boa história, repleta de misticismo, e faz uma super produção digna de levar alguns Oscar’s (aposto que pelo menos em Efeitos Especiais – ou seja lá qual for o nome dessa categoria agora – eles levam a estatueta dourada).

Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Fen%C3%B4meno_2012 (acesso em 12 de dezembro de 2009) e http://pt.wikipedia.org/wiki/Contagem_longa (acesso em 12 de dezembro de 2009).

TRON Legacy


TRON
TRON

Quem viveu sua infância (ou parte dela) nos anos 1980, como eu, com certeza se lembra de diversos filmes clássicos dessa época que marcaram nossas vidas. Muitos desses filmes se tornaram clássicos do cinema mundial e são comentados até hoje. Alguns ganharam refilmagens, outros tiveram continuações tardias… Muito se tem falado sobre uma provável continuação, por exemplo, dos Goonnies. Lembra deles?

Um desses filmes que sempre me vem à memória com boas recordações é “TRON” –  o primeiro filme a ser feito parcialmente usando computação gráfica (partes do filmes feitas no computador). E isso em 1982. Sei que muitos hoje não tiveram oportunidade de ver esse filme fabuloso que foi um dos ápices da ficção científica e trazia, na época, uma história original que foi, posteriormente, copiada centenas de vezes: humanos vivendo dentro de um mundo virtual (ou, no caso, digital).

Trailer de TRON (1982)

A grande sacada do filme era o seu visual totalmente diferente do que já se tinha visto nos cinemas. Filmes que falavam de computadores estavam virando moda (a primeira versão de “War Games” é dessa época também) e essa coisa de computadores fantásticos permeava o imaginário de muitos.

A minha grande surpresa essa semana foi descobrir que a Disney, produtora do primeiro filme, planejava fazer uma continuação do filme. 27 anos depois. Na verdade eu imaginei que seria uma refilmagem do primeiro filme, o que está na moda. Mas quando li o título “TRON Legacy” (algo como “O Legado TRON”), só poderia imaginar uma continuação. E que continuação. Dessa vez a Disney caprichou como há muito não fazia nos seus filmes mais caros (“Crônicas de Nárnia” que o diga).

Trailer de TRON Legacy (2010)

Agora diz ae: um nerd, cinéfilo, que ama tudo o que tem a ver com tecnologia, filmes sci-fi, coisas dos anos 1980 e 1990 (em suma, um geek), vai querer perder esse filme? Bom, eu não vou!