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Design por que?


Por que você é designer? Ou o que te levou a estudar essa área do conhecimento humano? O que te levou a gostar dessa penosa, mas apaixonante carreira? Você já se fez essas perguntas? Sei que muitos sabem a resposta na ponta da língua e vão dizer facilmente que é porque gostam de desenhar, ou porque gostavam de mexer no Photoshop…

Eu decidi fazer design por causa de dois caras, duas personalidades que influenciaram alguma época da minha vida e que, mais tarde, descobri que eram designers. Os dois tem seu valor, um é reconhecido mais do que o outro, mas ambos tiveram contribuições marcantes na minha escolha.

Hans Donner

A maior parte dos designers que lerem isso irá dar risada. Hoje, Donner não é mais tão conceituado no meio como era há alguns anos. O designer austríaco, nascido na Alemanha, mas radicado no Brasil, teve seu grande momento na criação do logo da Rede Globo, revitalizada diversas vezes também por ele. Mas o que me marcou mesmo nos trabalhos de Hans Donner foram as diversas aberturas de programas e novelas que ele idealizou e produziu.

Me lembro das várias vezes que fiz questão de assistir ao primeiro capítulo das novelas (nos idos de 1990 e começo dos anos 2000) só pra ver as animações que sempre rolavam. A melhor, pra mim, era a de Meu Bem, Meu Mal, que mostrava diversas peças modernas com uma edição incrível pra época:

Só que nessa época, ainda muito novo, eu não tinha essa noção de que se tratava. Era algo distante. Entre as várias vinhetas de abertura, Donner também fez as dos programas TV Colosso, Fantástico, Jornal Nacional, Jornal Hoje, TV Pirata e as novelas Mulheres de Areia, O Dono do Mundo e etc.

Mike Shinoda

Se você não é muito ligado à música, não deve conhecer esse nome. Mike é o fundador do Linkin Park. Divide com Chester Bennington o posto de vocalista, mas também é guitarrista, pianista, rapper, produtor e etc. Antes do sucesso da banda, Mike e Joe Hahn (também do Linkin Park) frequentaram juntos na Faculdade de Artes e Design de Pasadena, onde Mike se formou.

Além de produzir musicalmente a banda, ao lado de amigos, Shinoda também fez todo o trabalho de designer do Linkin no começo da carreira dos caras. É o principal responsável pelas artes das capas (inclusive o desenhista de algumas delas). Também era dele a responsabilidade pelo site da banda. O clip de Breaking the Habit (acima) teve direção do músico e designer.

Curto muito o estilo do Shinoda por ter essa influência da tradição milenar do Japão em boa parte do que ele faz. As artes dos álbuns sempre são carregadas de referências da cultura pop japonesa, como a capa do Reanimation, por exemplo, que é uma fortíssima referência ao desenho Transformers.

Mas um dos grandes trabalhos de Mike Shinoda que me impressionou e me marcou por um bom tempo foi o site oficial do Linkin Park, em sua versão lançada em 2002, com essa vibe Transformers. Na época, não me recordo de ter outro site com a qualidade de cores, desenhos e utilização de tecnologias (na época o Flash tava no auge) tão bacana quanto era o site do LP.

Foi nessa época que me apeguei mais ao web design, tendo ainda mais vontade de me aprofundar no assunto, correndo atrás de textos, tutoriais e etc, pra tentar aprender o que havia de mais interessante no meio.

Outra influência muito forte que tive veio da Revista InfoComo sempre estive ligado no universo da informática e tecnologia, a revista da Editora Abril sempre esteve entre as publicações mais frequentes em casa, tanto por mim quanto por meu irmão mais velho. Mas o que me chamava muito a atenção era o projeto gráfico da revista. A diagramação, as capas, sempre fui apaixonado pelo que o pessoal de criação deles vazia.

Com a vontade de poder atuar nessa área, acabei me aventurando pelo Jornalismo, crendo que seria o caminho mais interessante. Nos quase 2 anos de faculdade pude aprender muita coisa sobre escrever bem, mas nada de diagramação ou que estivesse mais próximo do que queria.

Depois de um bom tempo, acabei decidindo dar uma virada na minha vida e parti rumo à Curitiba pra, finalmente, estudar design. Mas isso é outra história.

Links

Site oficial do Hans: http://www.hansdonner.com

Site oficial do Mike: http://mikeshinoda.com/

Questões


Sabe aqueles questionamentos que a gente se faz às vezes? Quando nós estamos lá, parados, observando a vida, vendo as coisas passarem, as pessoas correrem, as crianças crescerem… Sempre há uma série de coisas que se passam na nossa cabeça.

Por que a vida é assim? Por que nascemos, crescemos e morremos, muitas vezes, sem entender o sentido da vida? Por que nos deixamos levar durante todo esse tempo por coisas bobas, tolas, que não suprem nossos reais anseios e, quando estamos velhos, sentimos que não fizemos tudo o que dava pra fazer? Por que?

Por que as pessoas que amamos nunca sabem o quanto nós as amamos. Por que deixamos de dizer isso? Por que não fazemos o suficiente para mostrar nosso amor por elas? Nossos pais, nossos filhos… Nossos amigos e irmãos… As pessoas que sempre estão ao nosso lado são as que mais sofrem por nossa causa. Por que?

Por que fazemos prédios altos, moramos uns em cima dos outros, criamos comunidades imensas, nos entulhamos, amontoamos, nos ajuntamos cada vez, para viver cada vez mais distantes? Por que largamos a vida da fazenda, da roça, do campo e ealizamos o êxodo das grandes cidades para ficarmos ainda mais alienados de todas as coisas? Por que?

Por que criamos carros, motos, aviões, navios e trens? Por que queremos sempre ir mais rápido? Por que deixamos de lado os cavalos, as cavalgadas, o vento no rosto e o prazer de observar a paisagem durante uma viagem só para chegar em menos tempo? Por que nos apressamos tanto pras coisas mais inúteis? Por que?

Por que abrimos mão da companhia de nosso queridos pra passar tanto tempo com pessoas estranhas? Por que preferimos passar o dia inteiro fora de casa e, quando chegamos, preferimos não conversar com ninguém? Por que nos cansamos tão rápido da vida em sociedade, mas vivemos reclamando da solidão do nosso dia-a-dia? Por que?

Por que nos isolamos? Cada homem é uma ilha, certo? Então por que estamos sempre procurando estar próximos? E por que, quando finalmente estamos juntos, queremos nos separar? Por que sentimos falta do outro e não gostamos de estar só? Por que?

Por que deixamos as pessoas pra trás? Por que brigamos, discutimos, quebramos laços de relacionamentos e amizades e, depois de anos, sentimos falta? Por que deixamos que nosso orgulho fale mais alto e nos impeça de estar ao lado daqueles e quem gostamos? Por que?

Por que achamos que a vida é tão injusta? Por que cometemos injustiças uns com os outros? Por que permitimos que as coisas continuem assim? Por que nos questinamos, brigamos, levantamos a voz, mas no fundo deixamos tudo ser como é? Por que?

Por que somos tão egoístas? Tão maus? Tão corruptos? Tão insatisfeitos? Por que?

Por que nunca nos sobra tempo pras coisas que realmente importam, mas vivemos ocupando nosso tempo com coisas que não servem pra nada? Por que sempre reclamamos do tempo e sempre tentamos controlá-lo? Por que administramos tão mau o tempo que temos? Por que?

Por que fazemos coisas, inventamos, construímos e evoluímos tecnologias para nos libertar das coisas e, ao invés disso, cada vez mais nos aprisionamos a elas? Por que dependemos tanto das coisas que nos cercam? Por que não conseguimos nos libertar de nossas próprias criações? Por que?

Por que as nossas crianças agem cada vez mais como adultos e nossos adultos querem cada vez mais ser crianças? Por que os pequenos falam de coisas que não pertencem ao mundo deles e nós achamos tudo tão lindo e não nos preocupamos com o amadurecimento precoce das novas gerações? Por que falamos tanto do ‘nosso tempo’, da ‘nossa época’ e não reagimos à ‘essa época’? Por que?

Por que deixamos que nossa geração se afundasse ainda mais em todas essas coisas? Não havia saída? Era esse o nosso caminho de fato? Por que não procuramos caminhos alternativos para a humanidade enquanto ainda era possível? Por que?

E agora? É tarde demais pra todas essas coisas? Por que deixamos que tudo isso acontecesse? Poluição, desmatamento, aquecimento global… O mundo parece estar entrando em colapso! E ainda sim continuamos de braços cruzados! Por que?

Por que nossa voz ecoa na imensidão e muitas vezes parece que ninguém nos ouve? Por que nossos questionamentos parecem não ter fim mesmo quando nós achamos que sabemos as respostas para todas essas coisas? Por que?

Por que teimamos em por a culpa de tudo em DEUS quando sabemos que é tudo nossa culpa? Por que achamos que ELE nos abandonou quando fomos nós que o abandonamos e tentamos viver por nós mesmos, da nossa maneira, com nossas forças? Por que?

Por que?

Por que?

Por que tantos ‘por quês’?

Por que tantas dúvidas?

Por que tantas questões?

Por que?

100 coisas que ainda vou fazer na minha vida…


Continuando a série “100 coisas” (que adotei como sendo a coisa mais divertida do blog), readaptei a ideia de um dos posts anteriores pra falar, agora, de 100 coisas que eu pretendo fazer. Algumas delas sei que posso fazer muito em breve… Outras, talvez dependam mais de um certo esforço (entenda $$$). Mas vamos ver o que sai aqui. Então, lá vai:

  • Ainda vou ao Hopi Hari
  • Ainda vou saltar de paraquedas
  • Ainda vou ao topo do Empire States Building
  • Ainda vou viajar de avião
  • Ainda vou ao Pólo Norte (e não é pelo Papai Noel)
  • Ainda vou me formar na faculdade (dessa vez prometo ir até o final)
  • Ainda vou parar de me mudar tanto (eu acho que parei)
  • Ainda vou comprar meu notebook
  • Ainda vou tirar minha carteira de habilitação
  • Ainda vou fazer um curso de inglês
  • Ainda vou fazer um curso de alemão
  • Ainda vou ter uma ideia original e ganhar dinheiro com ela
  • Ainda vou ter meu proprio negócio
  • Ainda vou pisar no gramado do Mineirão
  • Ainda vou assistir a um jogo da Copa do Mundo no estádio
  • Ainda vou assistir um jogo da seleção no estádio
  • Ainda vou ao Maracanã
  • Ainda vou ao Cristo Redentor
  • Ainda vou andar pelo calçadão de Copacabana
  • Ainda vou à Estação da Luz em Sampa
  • Ainda vou conhecer alguém famoso e tirar uma daquelas fotos de fã
  • Ainda vou ter minha própria banda
  • Ainda vou cantar minhas próprias músicas
  • Ainda vou gravar um CD
  • Ainda vou fazer um churrasco e bancar tudo
  • Ainda vou juntar amigos de várias épocas diferentes (amigos do ZPoC com os da igreja vale?)
  • Ainda vou ter um blog decente
  • Ainda vou ao Festival de Cinema de Gramado
  • Ainda vou às Cataratas de Iguaçú
  • Ainda vou ao Coliseu (em Roma)
  • Ainda vou à Torre Eiffel
  • Ainda vou ao Cabo Canaveral (de preferência para ver o lançamento de algum foguete)
  • Ainda vou aprender a usar gravata
  • Ainda vou aprender a passar camisa decentemente
  • Ainda vou arranjar umas roupas que não fiquem grandes em mim (mudança total de guarda-roupa – doação de roupas também te faz sentir melhor)
  • Ainda vou parar de usar boné
  • Ainda vou dar um jeito no cabelo (ele me odeia)
  • Ainda vou engordar (nem que seja uns 10 quilos)
  • Ainda vou ser menos cabeça dura/teimoso
  • Ainda vou ao cinema ver um filme que não quero só pra agradar alguém
  • Ainda vou parar de deixar de lado as coisas que precisam ser resolvidas
  • Ainda vou ao Chile pelas Cordilheiras dos Andes
  • Ainda vou a Machu Picchu
  • Ainda vou fazer uma escalada radical
  • Ainda vou fazer rapel
  • Ainda vou pular de bungee junp
  • Ainda vou comprar meu carro
  • Ainda vou comprar minha casa
  • Ainda vou ser menos avarento
  • Ainda vou fazer mestrado
  • Ainda vou estudar como devo estudar
  • Ainda vou dar ouvidos aos conselhos dos meus pais
  • Ainda vou lutar pelo que quero, mesmo quando não parecer ser o certo a se fazer
  • Ainda vou planejar melhor meu futuro
  • Ainda vou aprender a guardar dinheiro
  • Ainda vou organizar melhor meu tempo
  • Ainda vou fazer aula de violão
  • Ainda vou fazer aula de canto
  • Ainda vou dar aula numa faculdade
  • Ainda vou decidir onde quero morar
  • Ainda vou me casar
  • Ainda vou ter uma filha chamada Ana Laura (ou Ana Clara)
  • Ainda vou ter um filho chamado Daniel
  • Ainda vou levar meu filho à um jogo do Cruzeiro no Mineirão
  • Ainda vou ter um cachorro que vai morrer bem velho
  • Ainda vou à uma corrida de Fórmula 1 em Interlagos
  • Ainda vou à um evento das Olimpíadas (2016 tá aí…)
  • Ainda vou colocar minha veia jornalística pra fora mais uma vez (não sei onde)
  • Ainda vou fazer algo que vai ficar marcado na minha vida (show do Petra)
  • Ainda vou fazer algo que vai ficar marcado na vida de outras pessoas
  • Ainda vou comprar uma máquina de fazer barba
  • Ainda vou ter menos preguiça de acordar cedo
  • Ainda vou acordar junto com o despertador e não antes
  • Ainda vou aprender a acordar cedo sem me atrasar
  • Ainda vou parar de escrever “ainad” e ter que corrigir para “ainda”
  • Ainda vou ser mais diligente
  • Ainda vou ser mais proativo
  • Ainda vou ser menos procrastinador
  • Ainda vou ser menos chato
  • Ainda vou ser mais objetivo quando falar
  • Ainda vou aprender a falar menos
  • Ainda vou às dunas do Maranhão
  • Ainda me acostumo a ir à praia
  • Ainda vou me hospedar num Hilton
  • Ainda vou ao Starbucks
  • Ainda vou ao Outback
  • Ainda vou organizar minhas fotos
  • Ainda vou visitar uns amigos do Nordeste (Hamul e Debby, me aguardem)
  • Ainda vou largar essa vida de orkut e MSN
  • Ainda vou gastar menos com coisas inúteis
  • Ainda vou sair mais com meus amigos e falar menos de mim
  • Ainda vou fazer uma viagem sem rumo (mochilão)
  • Ainda vou pedir demissão de um emprego pra começar algo meu
  • Ainda vou ler as 7 Crônicas de Nárnia
  • Ainda vou ler os 12 Deixados para Trás
  • Ainda vou ler a Bíblia inteira sem ‘picaretar’
  • Ainda vou ser mais seguro da minha fé
  • Ainda vou falar em alto e bom som que amo e sirvo a DEUS sem me preocupar com o que as pessoas vão pensar de mim
  • Ainda vou levar alguém à Cristo
  • Ainda vou parar de falar o que quero fazer e começar a fazer de fato

Bom, pretendo dar uma conferida nessa lista em breve e verificar os itens que foram, de fato, concretizados (eu espero)…

Escolhas (atualizado)


>> Ao som de Julian Drive – My Coming Day (álbum)

Escolhas! A vida é feita de escolhas (muito clichê isso, mas vá lá… Hoje eu tô inspirado). Há aquelas que fazemos e as que fazem por nós. Mas de uma forma ou de outra, são as escolhas que nos levam a algum lugar.

Quando nascemos nossos pais escolhem nos criar de determinada forma, ou escolhem não criar. Alguns passam essa responsabilidade à outra pessoa. Alguns fingem estar fazendo, mas na verdade na estão. Alguns escolhem demais. Alguns escolhem colocar os filhos nas melhores escolas, dar a melhor educação, encher os garotos de atividades, dar todos os brinquedos… Mas se esquecem de escolher dar à criança algum ainda mais fundamental: caráter. Alguns se vão e não tem oportunidade de fazer escolha alguma.

À medida que crescemos somos bombardeados com as mais diversas escolhas. Sentar do lado dos bagunceiros da sala ou não. Copiar a matéria do quadro ou não. Matar aula para jogar bola ou não. Em casa também continuamos a escolher. Contar a verdade sobre o dever de casa? Assistir todos os desenhos da TV? Tomar banho quando a mãe manda? As consequências dessas escolhas podem levar a severos castigos… Ou não.

Alguns amigos podem escolher nos levar para o mau caminho, nos apresentar o mundo das drogas, da bebida, da pornografia, dos jogos e de demais vícios. Mas somos nós quem escolhemos seguir ou não por esse caminho. As escolhas feitas lá trás, por nossos pais, influenciam exatamente aqui. Caráter.

Escolhas: Nem sempre é fácil fazê-las
Escolhas: Nem sempre é fácil fazê-las

Não escolhemos de quem vamos gostar, mas podemos escolher que atitudes tomar quanto a isso. Escolhemos os amigos, os mais próximos e os mais distantes. Escolhemos quais amizades cultivar, quais queremos guardar pra sempre. Escolhemos com qual colega vamos fazer a prova de dupla, com qual ficamos de papo nos intervalos e com quais matamos aula. Escolhemos pra onde correr quando somos pegos.

Escolhemos, mesmo que por influência de alguém, que religião seguir. Se cremos em alguma coisa, se damos valor a dados científicos, se seremos céticos, ateus, convictos ou se estaremos a par de tudo sem nos evolvermos com nada. Escolhemos se lemos Galileu e Super Interessante ou Contigo e Amiga. Escolhemos entre The Matrix e Titanic. Às vezes escolhemos os dois. Às vezes nenhum.

Quando as pessoas se afastam podemos escolher saber o porquê. Ou podemos virar as costas e seguir nosso caminho como se não nos importássemos. Escolhemos ficar mais próximos da nossa família e dos amigos ou do trabalho e de nossas ambições. Escolhemos estudar, fazer mestrado, doutorado, MBA. Escolhemos viajar, gastar todo o dinheiro do Seguro Desemprego, construir uma casa. Escolhemos entre casar e comprar uma bicicleta.

Escolhemos ouvir rock ‘n roll. Escolhemos ir à uma ‘rave’. Escolhemos dançar forró, funk, axé ou sertanejo. Ou escolhemos ficar em casa comendo pipoca em frente à TV assistindo um filme comprado no camelô da esquina do trabalho. Escolhemos baixar o filme, ou a música, ou o jogo pela Internet. Escolhemos fingir que não fazemos isso. Escolhemos conversar só pelo MSN, nunca pessoalmente. Escolhemos nos declarar pelo e-mail e mandar flores virtuais.

A vida adulta parece dificultar ainda mais essas escolhas. Escolher o carro que cabe no orçamento. Escolher em que bairro construir nosso futuro lar. Escolher entre o emprego certo com salário baixo, mas estável. Ou o emprego dos sonhos numa empresa que pode pedir falência a qualquer segundo. Escolher entre apagar o fogo ou deixar arder. Escolher entre a rotina ou ao trabalho em casa. O freelancer ou o assalariado.

Algumas escolhas acontecem naturalmente. O time de futebol para qual torcemos. A roupa que usamos no casamento do melhor amigo. Como dar o primeiro beijo. Como dar o último beijo. Escolhemos dar ou não um último adeus. Escolhemos até quem merece o último adeus.

Ficar acordado até 2h da manhã para ver o cometa? Até 3h para ver a corrida? Até às 5h para o jogo que é no Japão? Até altas horas batendo papo com um amigo que está há quilômetros de distância e que você só encontra de vez em quando na Internet? Escolhemos dormir ou virar a noite olhando as estrelas e contando cada uma. Às vezes sozinho, às vezes ao lado da pessoa amada. Você escolhe.

Escolhemos anotar cada escolha num caderninho que chamamos de “querido”, mas que se cair nas mãos da pessoa errada vira “maldito”. Escolhemos contar aos amigos nossos segredos. Algumas vezes para depois nos arrependermos de ter confiado na pessoa. Devíamos ter escolhido melhor os amigos.

Horas no telefone que custaram caro. Cartas que mandamos e nunca são respondidas. Aquele dinheiro emprestado que nunca mais se viu a cor. Aquele dinheiro no banco que rendeu o suficiente pra comprar uma bala. Ou aquele dinheiro investido na hora certa que rendeu uma grana após a venda do lote no bairro que valorizou com a chegada da multinacional. Escolhas que fazemos a todo dia que às vezes parecem insignificantes, mas podem ser surpreendentes um dia.

Escolhemos ter filhos, ficar pra titio ou adotar uma criança. De qualquer forma teremos crianças em nossas vidas. Ou escolhemos ser adultos rabugentos que odeiam crianças. Alguns escolhem ser assim e ainda conseguem ter milhares de crianças à sua volta. Coisas da vida. Escolhemos se é a hora certa pra ter filhos. Às vezes os filhos vêm por acaso. Então escolhemos assumir ou não. Cuidar ou não. Nos responsabilizar ou não. E então assumimos o papel de nossos pais e o ciclo começa outra vez.

Mas a vida continua. Escolhemos o quanto segurar nossos filhos. Escolhemos soltá-los pro mundo. Escolhemos vê-los crescer por si só. Ou escolhemos ser pais corujas e ligar a cada segundo pro celular do amigo que o filho deixou anotado na geladeira pro caso de alguma emergência. Decidimos o que é ou não emergência.

As escolhas não acabam. Onde passar as férias em família? Quantas malas levar? Quanto gastar? Da pra adiar pro ano que vem a viajem pra Buenos Aires? Dá pra pedir mais crédito no cartão? E se o time for pra Final da Libertadores, dá pra dar uma fugidinha do trabalho pra ir pro estádio torcer?

O que vou deixar pra minha família? É hora de escolher um plano de saúdo, um seguro de vida, um pé de meia qualquer. Pedir aumento? Trocar de emprego? Mudar pra uma casa mais afastada do centro? Trocar as crianças de escola? Cortar gastos, custos? Ou fazer novos investimentos? Reformar o banheiro ou a cozinha primeiro? Quer cor colocar no quarto do 3º filho? É hora de colocar em prática aquele projeto de anos? Largar tudo e abrir meu próprio negócio?

Ter um cachorro às vezes é uma escolha. Às vezes ele aparece e você simplesmente fica com ele. O quanto ele entra e muda sua família já é uma coisa que você não tem controle. As crianças podem ter alergia. Você pode se mudar para um apartamento. Sua esposa pode ser cansar de limpar o xixi. Uma hora você tem que escolher continuar com o cachorro ou com a vida normal que você tinha antes. Se escolher o cachorro, boa sorte. Eu faria o mesmo!

Que direção seguir? Que conselhos dar? E quando aquele cara aparecer pra tomar seu lugar no coração da sua filha? E quando seu filho quiser pegar seu carro pra dar uma volta? E se ele bater? E quando seu garoto crescer e for pra faculdade? E quando sua esposa quiser fazer uma plástica? Será que eu vou ter aquela vida dos filmes americanos de famílias perfeitas? “Ah! Essas escolhas…”

As escolhas nos cercam. Em quem votar? Que canal assistir? Escrever sobre tudo isso ou não? É hora de voltar a estudar, mesmo depois de velho? É hora de trocar de celular? Ou de TV? Um peixinho seria melhor que um cachorro? É hora de ir ao dentista? Precisa mesmo? E tomar aquela vacina que está atrasada dois anos? Terminar o namoro que não está dando certo? Virar a mesa e mudar totalmente a vida? Mudar de ares? Ceder à pressão das coisas, dos amigos, dos parentes? O caminho às vezes é difícil, mas se não trilharmos, como saber o que há no final? Eu quero mesmo saber? Eu quero chegar a algum lugar? Eu posso escolher!

Pra finalizar, confira um desses videozinhos motivacionais que encontrei no YouTube esses dias:

Livremente inspirado na música One Day Too Late, do Skillet.

Quem sou eu?


Quantas vezes a gente se depara com essa pergunta? Quantas vezes você já se fez essa pergunta? Hoje ela tem se tornado comum em grande parte dos sites de relacionamentos que temos nessa imensidão virtual. Às vezes camufladas com uma variação como “sobre mim” ou “diga-nos mais sobre você”! Mas sempre é a mesma pegunta! No fim das contas o que se quer é que você fale de você mesmo, se identifique através de palavras que o definam! Isso é um desafio e tanto! Admiro quem consiga chegar a esse objetivo.

Eu mesmo tentei inúmeras vezes. Sempre tentava ser criativo e dizer algo legal, engraçado, mas nunca era de fato uma descrição sobre mim. Até algum tempo atrás quando resolvi, no orkut, capturar os nomes de algumas comunidades das quais participava e, juntando outras frases legais, fiz uma lista que eu achava ser uma descrição perfeita de mim. Claro que, aos meus olhos, a lista era perfeita, mas aos olhos de muitos poderia parecer boba, estranha ou mesmo não ter nada a ver comigo.

De fato, a lista não é lá uma descrição, mas tem detalhes que remetem à minha personalidade, a coisas de que eu gosto, coisas que me lembram minha infância, bons momentos e várias outras coisas importantes pra mim! Não consigo imaginar hoje outra forma de me traduzir em palavras. Por isso hoje trago a vocês, caros amigos do [estero]tipo, essa lista. Revista, atualizada e corrigida! Enjoy yourself:

Sou branquelo
Sou daltônico
Daltônico, não cego
Sou quase transparente
Eu nasci no dia do meu níver
Já desci escada pelo corrimão
Chego em casa e vou direto pro PC
Eu tocava a campainha e saia correndo
Nunca sei o que dar de presente
Faço piadinhas toscas

Sou chato
Sou geek
Sou bobo
Sou alam

Eu acredito e confio em DEUS
Não sigo religião, sigo a Cristo
Sou cristão, apesar do cristianismo
Prefiro subir quadrado do que descer redondo
Sou filho de pastor, e daí?
Sou Presbiteriano
Eu fui da UPA

Eu odeio fila
Eu penso no futuro
Eu planejo as coisas
Eu faço amizades fácil
Tenho ideias loucas, às vezes
Eu viajo em meus pensamentos
Eu faço trocadilhos infames com frequencia
Eu lembro de quando era criança
Tenho saudades de quando era criança
Tenho saudades de amigos que deixei pra trás
Tenho saudades de alguns dos bons momentos da minha vida
Meu cabelo me odeia

Eu aperto todos os botões do controle
Eu jogava SNES
Eu joguei Pac-Man no ATARI
Eu joguei River Raid no ATARI
Eu joguei Enduro no ATARI
Eu ainda acho Top Gear o melhor jogo de todos os tempos

Eu nunca corri de um dinossauro
Às vezes fico rindo na frente do PC
Quando sinto algo forte, não consigo disfarçar
Nunca duvide do que sou capaz
Não se preocupe em me entender
Tem dias que nem eu me entendo

Sou mineiro
Eu nasci em Araxá
Eu nasci em 10 de Junho
Eu vivo em Divinópolis
Eu já morei em Juiz de Fora
Eu já morei em Uberlândia
Eu já morei em Piumhi
Eu já morei em Manhuaçú
Eu já morei em Lavras
Eu já morei em várias outras cidades

Alguns bons momentos merecem replay
Alguns bons momentos não devem ter replay
Beijo apaixonado é o melhor
Beijo longo com mordida no final é melhor ainda
Mulher não se pega, conquista
Se fosse fácil não teria graça
O Amor não é feito só

Eu estudei no Gammon
Eu estudei no CEFET
Eu estudei no Pitágoras
Estudo no INED

Eu não sou CDF, você que é burro
Já fui mandado para fora de sala
O fundão também se forma
Eu sentava no fundão

Sou cavalheiro
Sou legal, não tô te dando mole
Mamãe não me passou no açúcar
Sou um cara legal
Sou pra casar

Sou complexo, não complicado
Eu sou diferente e sei disso
Eu sou mais eu

Eu amo meu pai
Eu amo minha mãe
Eu amo meu irmão/irmã
Amo e defendo minha família

Amo tempo frio
Sou fã de dias frios, chuvosos e nublados
Prefiro montanha e frio do que praia e sol
Sou daqueles que adoram olhares
As minhas atitudes falam mais que minhas palavras
Mas um olhar diz mais que milhares de palavras

Curto futebol
Sou Cruzeirense
As cruzeirenses são as mais gatas
Tríplice Coroa? Só a gente tem!
Meu filho será Cruzeirense

Amo fotografia
Prefiro fotografia em preto e branco (B&W)
Melhor ainda em Sépia
Photoshop? Não, Fireworks!
CorelDRAW? Com certeza!
Sou professor de informática
Sou designer gráfico
Ou desktop designer
E web designer

Eu sempre tenho um Dicionário por perto
Amo As Crônicas de Nárnia
Ainda não li toda a série de Deixados para trás
Eu leio INFO
Leio Carta Capital, às vezes
Curto a Super Interessante

Eu não vivo sem música
Escuto música o dia todo
Escuto a mesma música várias vezes
Se não tem música, eu faço
Curto Rock Alternativo
Air Guitar? Uhum…
Toco violão
Aprendi a tocar num DiGiorgio
Quando fico triste, toco violão
Acredito no Universo Paralelo das Paletas
Por falar nisso, você viu minha paleta?
Já tive um Kashima
Meu violão é um Crafter
Amo meu violão
Eu toco bateria
Eu toco bateria imaginária

Curto uns seriados como: LOST, Heroes, Smallville, The Big Bang Theory, Prison Break, House MD, Sienfield, Lie To Me, Fringe e outros
Sou Power Ranger, mas é segredo
Eu via Changemman
Eu era o Change Pegasus
Eu via Flashmman
Eu via Jaspion
Eu via Jiban
Eu via Jiraia

Eu vi Matrix
Eu vi Matrix várias vezes
Eu tentei entortar a colher
Eu dicuto sobre Matrix com todo mundo
Eu queria ir De volta para o Futuro
Eu queria ter um Delorian
McFly era o cara
O Senhor dos Anéis é o filme
Me chamavam de Smeagle na escola
Curto a série Spider-man
E também X-Men
E todos os outros filmes de heróis/HQ e etc.
Star Wars? Não sei o que é não, mas deixa eu ir ali meditar com o Mestre Yoda, pegar meu sabre de luz e usar minha Força com os jovens padawans (^^)

Eu amo pão de queijo
Eu amo macarronada
Eu amo lasanha
Eu amo chocolate
Eu amo comida italiana
Eu não sei cozinhar