“No Dia Em Que Fazia Anos”, Gregório de Matos

“Pois os prados, as aves, as flores
ensinam amores,
carinhos, e afetos:
venham correndo
aos anos felizes,
que hoje festejo:
Porque aplausos de amor, e fortuna
celebrem atentos
as aves cantoras
as flores fragrantes
e os prados amenos.

Pois os dias, as horas, os anos
alegres, e ufanos
dilatam as eras;
Venham depressa
aos anos felizes,
que Amor festeja.
Porque aplausos de amor, e fortuna
celebrem deveras
os anos fecundos,
os dias alegres,
as horas serenas.

Pois o Céu, os Planetas, e Estrelas
com Luzes tão belas
auspiciam as vidas,
venham luzidas
aos anos felizes
que Amor publica.
Porque aplausos de amor, e fortuna
celebrem um dia
a esfera imóvel,
os astros errantes,
e as estrelas fixas.

Pois o fogo, água, terra, e os ventos
são quatro elementos,
que alentam a idade,
venham achar-se
aos anos felizes
que hoje se aplaudem.
Porque aplausos de amor, e fortuna
celebrem constantes
a terra florida,
o fogo abrasado,
o mar furioso,
e as auras suaves.”

Há uma pessoa em especial que faz aniversário hoje. É bem provável que ela jamais visite esse blog, mas, se por um milagre ela aparecer,  só pra ficar registrado: te desejo toda a felicidade do mundo! Mas desejo mais ainda que a felicidade do mundo não seja a felicidade que você busca, que sua busca seja outra… Você sabe do que estou falando!

Parabéns!

3 opiniões sobre ““No Dia Em Que Fazia Anos”, Gregório de Matos”

  1. Eu acho que o poema é lindo e perde quem não vem aqui ler!
    “Pra um bom entendedor, pingo é letra”. Pena que alguns escolhem não enxergar…
    ;]

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