Na cabeça, só Libertadores…


Qualquer cruzeirense que se preze hoje só tem uma coisa na cabeça: Final da Taça Libertadores da América. E não é à toa não! Esperamos 12 anos pra sentir esse gostinho mais uma vez. Pela quarta vez estamos lá e com boas chances de ficar com o terceiro título continental. Feito só conquistado no Brasil pelo São Paulo.

Trabalhar, namorar, estudar… Hoje tudo fica em segundo plano! Cada hora que não passa é uma tortura. Uma angústia que nos faz já comer as unhas desde cedo. Acordei com o jogo na cabeça. Era a única coisa em que conseguia pensar. E a cada notícia, cada novo detalhe que preencheu e encheu os telejornais e sites de notícias na última semana, era mais uma avalanche no coração desse feliz torcedor de Minas Gerais.

Ontem vi que alguns dos meus amigos atleticanos (sim, eu tenho amigos que torcem pelo Atlético até hoje) se esbaldavam com a possibilidade de o Cruzeiro não levar o título. Possibilidade! Que é exatamente a mesma de levar, uma vez que o jogo de hoje é decisivo em virtude do resultado de 0 a 0 no jogo de ida, na Argentina. Inclusive um desses amigos me apareceu no MSN com a bandeira argentina. Só mesmo torcendo contra o Maior de Minas pra se ver realizado.

Mas o fato é que hoje é a batalha final. A Batalha pela América. Uma batalha que será travada ferozmente no Gigante da Pampulha, o Coliseu mineiro. De um lado a Muralha Azul conhecida como Fábio, herdeiro do trono de outra muralha, o saudoso Raul Plasman. Do outro lado a experiência do já tantas vezes batido Juan Sebástian Verón. Aliás, Verón esse que amarga vários vices com a camisa da seleção vizinha. Será mais um?

“Vamos, Cruzeiro querido, de tradição… Libertadores, ser campeão…” – côro da torcida celeste

O Mineirão, sem dúvida, estará lotado, mesmo com as cagadas cometidas no começo da semana. Ingressos sumindo, vendas acabando em menos de 5 horas… Torcedores loucos com tudo isso! Mas nada capaz de tirar o brilho que as 5 estrelas do peito cruzeirense hão de contemplar na noite desta quarta-feira. Mais uma quarta para entrar na história. Mais uma conquista para ficar na memória. Nosso principal gladiador já se prepara para adentrar o Coliseu com sua espada afiada, desembainhada, pronta pra luta. Aliás, Kléber, o Gladiador Azul, já avisou que se depender dele, os hermanos vão embora chorando.

Nosso estrategista mor, aquele que comanda do lado de fora os golpes proferidos dentro da arena, não vai inventar moda dessa vez. Adilson vai a campo com suas principais armas. Ataque com força total, com Wellington Paulista ao lado do Galdiador. Meio organizado e forte com Wágner, Ramires, Marquinhos Paraná e Fabrício. Defesa estilo parede intransponível iniciada por Fábio e completada por Jonathan, Thiago Heleno, Leonardo Silva e Gerson Magrão. Esse é o time que tentará repetir os feitos das equipes de 1976 e 1997. É o time do tri.

Os campeões da América: time campeão em 1976
Os campeões da América: time campeão em 1976

Em 76, na nossa primeira final, os adversários também eram argentinos. O River Plate lutou bravamente, mas sucumbiu no terceiro desafio e foi superado pelo glorioso elenco azul. Em campo (vide foto acima), Darci Menezes, Nelinho, Morais, Zé Carlos, Vanderlei, Roberto Batata, Eduardo, Palhinha, Jairzinho, Joãozinho e Raul. Abrimos caminho para as conquistas futuras. O Cruzeiro se tornou conhecido internacionalmente. Pouco depois sofreríamos com a derrota na Alemanha e o empate em casa qu sagrou campeão do mundo o Bayern de Beckenbauer. Aliás, embate esse que lembra o que enfrentaremos contra o Barcelona de Messi e companhia. Mas isso é para outro post.

A torcida espera. Anseia. Todos estão loucos. Tudo nos leva a desejar o título. Não há mais nada a pensar. Na cabeça, só Libertadores…

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