My Playlist: recomendações de janeiro, fevereiro e março de 2009 – Parte IV

Aqui está, finalmente, a quarta parte das recomendações do que eu tenho escutado ultimamente. Sinceramente, de todas as partes, creio que esta é a melhor e foi a que eu mais procurei colocar aquilo que realmente eu ouvi à exaustão. Tanto que a lista está um pouco maior e com bem mais informações sobre os álbuns. Pode reparar que até as notas dessa parte estão mais caprichadas. Então lá vai mais uma parte da minha playlist:

Addison Road – Addison Road (2008)
Para mim Addison Road foi a principal revelação de 2008. Um vocal fenomenal, arranjos modernos e uma mistura de pop e rock que ficou na medida certa. O CD já começa com os excelentes arranjos de “This Could Be Our Day”, a melhor canção, sem dúvida, mas segue com uma sequência de boas canções e ritmos bem contagiantes.

Destaque também para “All That Matters” e “Casualties”, duas ótimas canções que bastante energia. O Addison Road agradou e foi indicado ao 40th Dove Awards na categoria novo artista do ano. Mérito da banda e, principalmente, sua vocalista Jenny Simmons.

Nota: 8/10

Chris Tomlin – Hello Love (2008)
Se existe um cara que consegue fazer um som que mistura rock, pop e worship, esse cara é o Chris Tomlin. Ta certo que o Michael W. Smith também faz isso, mas Chris é de uma nova geração da Contemporary Christian Music (CCM) e sempre manda bem nos seus álbuns que tem justamente essa sacada: a de misturar sons e fazer algo bem bacana. De um tempo pra cá ele tem aparecido bem mais, com presença em vários álbuns especiais (desses que misturam vários artistas num álbum só) e em trilhas de filmes (como Crônicas de Nárnia e Amazing Grace).

Em Hello Love, Chris continua mostrando que é realmente bom no que faz e, seja cantando ou compondo, mostra seus dons. O CD é tão excepcional que é difícil destacar uma canção ou outra, mas me arrisco a dizer que a melhor do álbum é “Love”. Mas cabe lembrar que “Jesus Messiah” recebeu a indicação ao 40th Dove Awards com melhor canção de adoração.

Nota: 9/10

HB – Frozen Inside (2008)
Nunca fui muito fã de metal. Gosto de uma coisa ou outra, mas geralmente não fico escutando direto. Se você perguntar sobre as bandas antigas, como Stryper, por exemplo, com certeza eu gostava bastante, mas de um tempo pra cá tenho escutado muito pouco. Mas então recebi a indicação de um amigo desse tal HB. Primeiro achei engraçado esse nome, mas fui procurar saber mais e descobri muita coisa boa. Primeiro que os caras são finlandeses. Segundo que é uma banda de metal melódico (ou sinfônico, para alguns). Terceiro que quem canta é uma mulher. Então resolvi ouvir. E, pra minha surpresa, eu gostei.

Sem dúvida o que eles fizeram em Frozen Inside foi demais. O álbum é o primeiro lançamento da banda em inglês, já que os trabalhos anteriores eram em sua língua materna. Mas o HB não só mandou bem no som como definiu para mim que o metal, bem tocado e cantado decentemente é legal. Eu conseguia finalmente entender o que um cantor recente de metal cantava. Não só entendi como realmente acompanhava as músicas como há muito tempo não fazia ao escutar um som assim. Se “Be Aware” e “God Has All Glory” mandam ver com um metal de primeira, muito barulho, pedais duplos na batera e riffs incríveis, “Way” e “The Love Song” agradam pela suavidade, vocais bem trabalhados e mensagens excelentes. Aliás, mais um ponto pro HB pelas letras realmente impactantes e que falam explicitamente de DEUS. Poucas bandas de metal são ousadas assim. Frozen Inside é um CD que recomendo até pra quem não é tão fã de metal assim como eu.

Nota: 8/10

Hillsong Live – This Is Our God (2008)
Acho que quem me conhece sabe que sou suspeito pra falar do Hillsong. Conheço o grupo na verdade há bem pouco tempo (desde 2004, se não me engano), mas já tenho quase tudo deles, seja do grupo principal, o Live, seja dos demais grupos como o London, o United, o Kids e até o Ukraine. O fato é que realmente admiro o trabalho, o ministério e a qualidade do que eles fazem. Creio que poucos grupos de louvor tiveram um alcance tão grande quanto o que o pessoal da Hillsong Church alcançou.

Nesse álbum, a equipe pela primeira vez esteve sob a liderança e produção de Joel Houston. Comumente liderados por Darlene Zschech, o grupo do Hillsong Live ganhou uma energia nova, similar à que escutamos nos álbuns do Hillsong United. Porém aquela característica dos álbuns da série Live, de serem álbuns bem congregacionais (com canções que variam no que chamamos por aqui de “cânticos de guerra” e “comunhão” e as canções mais “adoração”), acabou se perdendo. This Is Our God se tornou um álbum bem mais voltado para o modern worship do que seus antecessores. Não que seja uma coisa negativa, mas vou sentir falta daquele jeito diferente da Darlene na condução do grupo. Por outro lado, This Is Our God traz uma sequências de canções que certamente entrarão para o “hall of fame” do Hillsong Live. O começo eletrizante com “Your Name High” e “Run”, a continuação com as excelentes “Desert Song” e “This Is Our God”, o clímax com “Stronger” e “Healer” e o maravilhoso desfecho com “With Everything”, sem dúvida são espetaculares.

Vi nesse álbum um grupo diferente, mesmo que sejam os mesmos músicos, instrumentistas e cantores dos álbuns anteriores. This Is Our God leva o Hillsong Live para outro nível, mais maduro, mas mais distante do grupo de louvor congregacional de outros tempos.

Nota: 8/10

Lincoln Brewster – Today Is A Day (2008)
Lincoln Brewster foi, para mim, uma das surpresas do último ano. O cara não é novo no cenário musical, mas eu não conhecia ainda o som desse cantor e guitarrista com ótima técnica e muita energia. Com um som que fica entre Chris Tomlin e Jeremy Camp, uma coisa mesclada de modern worship e rock alternativo, Lincoln traz algo novo e bom.

Today Is A Day é um álbum de canções modernas compostas pelo próprio Lincoln Brewster que seguem essa linha de misturar o rock e o modern worship. Mas Lincoln, além de ser muito bom cantor, se destaca pelos arranjos de guitarra, riffs sensacionais e solos na medida certa. O cara mostra equilíbrio entre seus dois talentos. O álbum também conta com a regravação de “Salvation Is Here”, de Joel Houston, numa versão cheia de arranjos e muita guitarra.

Nota: 8/10

Tenth Avenue North – Over And Underneath (2008)
A primeira vez que ouvi o som desses caras eu sabia que não iria sossegar enquanto não conseguisse esse álbum. E não foi por menos, Tenth Avenue North mereceu a minha inquietação e a indicação como banda revelação, ou novo artista do ano, no 40th Dove Awards. Com um som similar ao do The Afters, com uma mistura de folk rock e rock alternativo, a banda ainda soma o vocal suave de Mike Donehey para produzir um álbum excelente.

A primeira música que escutei, “Love Is Here”, que abre o álbum dignamente, traz não só uma bela melodia, mas uma letra profunda e marcante. O vídeo dela você vê clicando aqui. Algumas canções também me fizeram lembrar do Story Side: B (outra excelente banda) com um ritmo mais puxado, mas a mesma qualidade nas linhas vocais. Destaque também para “Break Me Down” e “Lift Us Up To Fall”.

Nota: 8/10

Vários Artistas – CompassionArt (2008)
Sensacional. Se puder falar em inglês, então é “amazing”, “wonderful”. Acho que faltam palavras pra descrever esse trabalho incrível liderado pelo líder do Delirious?, Martin Smith. Esse é um álbum que, sem dúvida alguma, merece uma análise especial só pra ele. E já vou adiantando: a nota é 10.

Pra começar, CompassionArt traz uma leva de artistas que talvez nunca tenha sido vista de uma só vez assim. É normal aparecerem por aí álbuns com compilações de canções de vários artistas, com a série WoW, por exemplo. Mas cantando juntos, como nesse álbum, só me lembro de ver algo do gênero na excelente série City On A Hill, de alguns anos atrás. Só que, dessa vez, colocaram só gente fera, com uma produção impecável e músicas magistrais de louvor e adoração a DEUS.

Não é só no elenco que a coisa é boa, as letras são demais, a atmosfera criada é impressionante e ouvir esse álbum é algo que eu faço questão de recomendar. Não dá pra simplesmente comentar. O álbum conta com Amy Grant, Andy Park, CeCe Winans, Chris Tomlin, Christy Nockels, Darlene Zschech, Graham Kendrick, Israel Houghton, Joel Houston, Kirk Franklin, Lakewood Choir, Leeland Mooring, Martin Smith Matt Redman, Michael W. Smith, Paul Baloche, Steven Curtis Chapman, Tim Hughes, tobyMac e o Watoto Children’s Choir. Agora, dá pra imaginar essa gente toda cantando junta? Não todos de uma só vez, mas vozes combinadas, estilos que se encaixam com perfeição? É isso que CompassionArt apresenta.

O mais interessante é que ao ouvir cada canção, cada dueto, trio ou grupo formado por esses artistas, parecia que cada música foi feita praquele grupo de vozes. Até mesmo o estilo das canções lembra o adotado pelos artistas em seus CDs. E, mesmo assim, o grupo não parece um bando ajuntado de qualquer maneira. Há harmonia nas vozes e mesmo na mudança de uma música pra outra, nada é brusco. As coisas se encaixam. O gospel, o pop, o rock e o modern worship ficam próximos como nunca antes. As letras então não ficam pra trás. Canções de louvor encaixam em músicas que exaltam a DEUS e outras que chamam para a adoração.

CompassionArt faz parte de um projeto, criado pelo próprio Martin Smith e sua esposa Anna, de arrecadação de fundos para combate a pobreza. O projeto conta com a participação de outros artistas e pessoas envolvidas no meio musical e cristão. Segundo Martin “esse é o início de algo incrível”. O álbum não tem qualquer intenção de fins lucrativos. Tudo o que for arrecadado com a venda do álbum ou de produtos relacionados a ele, será doado ou utilizado na campanha que faz parte do projeto.

Nota: 10/10

Bom, é isso. Com essa parte encerro a série da minha playlist de janeiro, fevereiro e março de 2009. Mês que vem volto com o que ouvi de melhor durante todo o mês e Abril e o que mais aparecer de legal aqui, pela minha playlist. Abraços e até breve!

Uma opinião sobre “My Playlist: recomendações de janeiro, fevereiro e março de 2009 – Parte IV”

  1. Eu peguei com uma amiga minha os cds do HB na versão finlandesa, além do inglês, é claro! Nossa, a voz da guria é linda demais! Desde dezembro do ano passado estava ouvindo ^^
    Hum, pois bem, o CompassionArt é lindo demais, não canso de ouvir!
    Mas então, o senhor já baixou Seabird que eu indiquei?
    Segue a minha lista atual:

    1- Mia Fieldes
    2- Jessie Daniels
    3- Fiction Family[parecido com o estilo do Jon Foreman]
    4- Britt Nicole
    5- Francesca Battistelli [ eu tinha que conferir pq ela é a favorita ao prêmio, haha! =p]
    6- Poema [parecido com Eisley]
    7- The String Quartet [ tanto o tributo ao Switchfoot quanto ao Casting Crowns]
    8- Jack Johnson [esse é secular]
    Por hoje é só!

    ;*

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