My Playlist: recomendações de janeiro, fevereiro e março de 2009 – Parte II

Hora de falar um pouco de música nacional, certo? Esses primeiros meses também tiveram um pouco de música nacional na minha playlist. Não muito, pra falar a verdade, mas alguma coisa passou por aqui. Muito também por causa do meu “ofício” na equipe musical da minha igreja que, de certa forma, me obriga a ouvir bastante coisa que será tocada por lá. Mas faço com gosto, quando a coisa é boa. E aqui está o que achei justo citar:

Adoração e Adoradores – Até os confins da terra (2008)
O álbum não é novo e não é uma das minhas aquisições mais recentes, mas só fui de fato ouvir o excelente álbum Até os confins da terras por esses dias. A série Adoração e Adoradores começou há uns 4 anos trazendo uma premissa que já é comum lá fora, mas que aqui no Brasil não tinha pegado: juntar vários artistas que estão “na moda” e lançar um álbum com tudo junto e misturado.

Como nos álbuns anteriores, Até os confins da terra se sai bem e traz versões de canções congregacionais conhecidas fora do Brasil e algumas coisas novas. Destaque para Tu És Bom, versão de Lord, You Are Good (Israel Houghton) e Me Rendo a Ti, versão de The Stand (Joel Houston, do Hillsong United).

Nota: 7/10

Comunidade Evangélica de Maringá – A Luz do Teu Rosto (2007)
Outro álbum que não é novo, mas que ouvi bastante esses dias. Até mesmo porque o CD está no carro do meu pai e, nesses dias que passei em casa, tava ouvindo direto ele. O CD é bom, com boa produção, apesar de não chegar a ser um espetáculo de novidades. O álbum, na verdade o grupo, acaba caindo na rotina de quase todos os grupos congregacionais brasileiros (entenda-se todos os grupos que são formados por ministérios de louvor das igrejas). Não estou criticando de forma negativa, mas, sinceramente, tem ficado cansativo ouvir um monte de grupo igual.

Grupo à parte, o álbum A Luz do Teu Rosto ganha pontos ao trazer as verões de Por quem Tu És (For Who You Are) e Vem e Adoremos (Let Us Adore), ambas da galera da Hillsong Church. As demais canções trazem letras boas e ritmos bons pra canções a ser cantadas nas igrejas. Mas, como já disse, não fogem do estilo “Apascentar” que tem se imperado por aí.

Nota: 7/10

Jó 42 – Agora meus olhos Te vêem e Loucos por Jesus
Ta aí uma banda que conseguiu me surpreender como poucas no Brasil nesses últimos tempos. Com um som bem diferente do que estou acostumado a ouvir no meio cristão, esses mineiros de BH trazem um repertório que mistura ska, pop e rock com um hard core de maneira meio incomum. Com letras marcantes como a de Vou Gritar e Louco por Jesus, a banda apresenta algo diferente de verdade.

Tive a oportunidade de ver os caras ao vivo ano passado, mas só há pouco consegui umas cópias dos CDs dos caras que, se não me engano, não chegaram a ser lançados oficialmente. O Jó 42 frequenta a Igreja Batista Getsêmani em BH e tem o apoio do pessoal de lá. Inclusive no clip da música Louco por Jesus aparecem figuras com o Pastor Hernandes e o jogador de futebol Euler (aquele filho do vento, que hoje tá mais pra avô).

Nota: 8/10

Khorus – Perfeição (2008)
Com um trabalho ao vivo de se admirar a banda Khorus lança mais um trabalho de qualidade com canções que popularizaram a banda como Mãos Vazias e Notícia. A banda DE ONDE? ficou conhecida há pocuo tempo com o álbum A Voz do Brasil que trazia uma mistura nova pro meio cristão de rock com o famoso new metal americano. A mistura não durou muito, é verdade, mas a banda se firmou como uma das grandes bandas de rock do Brasil. O reconhecimento do grande público ainda não veio de fato, mas a platéia presente na gravação de Perfeição diz alguma coisa.

Destaque para a música Sonho, balada romântica cantada em côro pelo público que se tornou hino dos casais apaixonados de diversas igrejas por aí. O som dos caras é bom traz temáticas interessantes e o álbum mostra que o meio crtistão ainda tem mais a oferecer aos fãs do rock nacional.

Nota: 7/10

Oficina G3 – Depois da Guerra (2008)
Acho que esse meu CD vai gastar de tanto ouvir. Vou até deixar a rasgação de ceda de lado e colocar aqui só o link para a análise mais elaborada do álbum que fiz em outro post. Review: Oficina G3 – Depois da Guerra.

PG – Eu Sou Livre (2007)
Esse CD eu tenho a mais tempo, mas voltei a escutar ele esses dias depois de ver o CD ao vivo do cara, que por sinal é demais. Como sempre, o ex-vocalista do G3 manda sempre bem no que faz, mesmo quando a produção da MK não ajuda. Mas nesse caso Eu Sou Livre saiu um excelente álbum. Desde que saiu do Oficina G3, PG tem se aventurado por uma mistura de hard core com rock e modern worship que até que colou. Nesse álbum, porém, fica ainda mais claro que o cara não vai sair das rádios e da cabeça dos fãs brasileiros tão cedo. Muita gente criticou, falou que a carreira solo não iria vingar, mas ele tá aí.

Eu Sou Livre traz canções novas, com boas letras e bem animadas, com muito riff de guitarra, muitos gritos e vocais com extrema qualidade, como era de se esperar. Mas traz também duas versões. A primeira, Quem sou eu, versão de Who Am I do Casting Crowns, não ficou lá muito boa, mas já tem muita gente cantando por aí. A segunda, Meu Universo, versão de Mi Universo de Jésus Adrián Romero, também não ficou das melhores, mas pelo menos agrada mais. Vale destacar que ambas tem sido cantadas nas igrejas por aí a fora. Na minha humilde opinião, nenhuma das duas é uma música congregacional, daquelas de cantar no momento musical do culto quando a igreja inteira canta. São músicas muito pessoais e poderiam até serem músicas apresentadas à igreja para meditação ou coisa do gênero. Dê uma olhada nas letras depois pra ver se concorda ou não comigo.

Tirando os detalhes citados, Eu Sou Livre é um ótimo álbum que agrada e mostra mais uma vez que o trabalho sério tem sim seu lugar. PG não deixa a desejar e mostra novamente sua força e qualidade vocal que sempre o destacou.

Nota: 8/10

Régis Danese – Compromisso
“Entra na minha casa, entra na minha vida…” Me fala uma rádio cristã que não esteja tocando essa música? Uma igreja que não esteja cantando? Tá, tudo bem… Devem existir algumas, mas muita gente anda escutando Régis Danese por aí. É fato que o cara apareceu como um dos grandes nomes da música cristã no fim do ano passado. Mas o que pouca gente sabe é de onde ele veio. Ao contrário do que se pensa, Régis já está na mídia tem um certo tempo. Não como cantor, mas como compositor de diversas bandas e artistas famosos no meio secular. Na verdade, o cara já até tem um álbum lançado, pouco conhecido.

Compromisso traz um pouco do que esse compositor tem, mas acaba sendo um pouco mais do mesmo. A primeira impressão que tive foi de estar ouvindo Apascentar. Com um timbre vocal parecidíssimo com o dos vocalistas do ministério de Nova Iguaçú (os que estão lá e os que já passaram), Régis se deixa confundir ainda mais quando canta canções bem parecidas com as do restante. No entanto, a atmosfera criada na gravação do CD acaba por comovendo o ouvinte que dificilmente não se prende à mensagem passada no álbum. Faça Um Milagre Em Mim, música citada acima, realmente tem uma letra marcante e uma melodia que pega, o que faz com que a canção esteja sendo cantada por aí.

Nota: 7/10

Vineyard Brasil – Vem, Esta é a Hora Ao Vivo (2008)
Lançado já bem no final do último ano, essa regravação comemorativa do álbum Vem, Esta é a Hora traz novidades bem interessantes. Dez anos depois do primeiro álbum, o pessoal do Vineyard contou com participações bem especiais para dar nova roupagem às músicas mais conhecidas do grupo.

Destaque para Quebrantado, com participação de Juninho Afram, Me Derramar, com David Quinlan e Meu respirar, com Nívea Soares. Aliás, esse é um dos melhores álbuns lançados em território nacional no último ano. Ponto mais uma vez para o pessoal do Vineyard que sempre faz excelente trabalhos. Quando falo Vineyard, falo não só do Brasil, mas de todo o ministério espalhado ao redor do planeta, o qual acompanho há tempos.

Pra quem não sabe, o ministério brasileiro é apenas um braço desse enorme grupo que conta com sedes no Canadá, França, Japão, EUA, Reino Unido e outros vários lugares. No âmbito musical, o grupo brasileiro talvez seja o mais fraco no quesito composição, já que volta e meia está regravando coisas e fazendo versões. Lá fora, os músicos do minsitério estão sempre fazendo trabalhos solo, lançando CDs à torto e à direita e compondo muita coisa de qualidade.

Admiro demais o minsitério deles, mesmo achando que sempre ficam devendo algo no instrumental e nos arranjos vocais. As músicas são sempre simples o que, por outro lado, facilita demais o aprendizado e, por isso, acabamos cantando muita coisa deles nas nossas igrejas. Gosto sempre de ver que muita coisa do Vineyard acaba sendo regravada, mesmo lá fora, por outros artistas que sempre colocam um detalhe a mais no vocal ou no instrumental das músicas.

Esse álbum, no entanto, saiu dessa limitação e apresentou um pouco mais. Mesmo com as participações, é notável que nas canções em que só o próprio grupo se apresenta a qualidade é superior a trabalhos anteriores, como em Grande Deus e Santo, duas canções que sempre gostei e que ganharam versões melhoradas aqui. O álbum levaria fácil um 9 se não fosse só de regravações. Não há uma única canção nova em Vem, Esta é a Hora Ao Vivo e, por isso, acaba ficando com uma nota menor.

Nota: 8/10

Bom, ainda não acabou, já que esses primeiros meses foram bem mais musicais do que de costume. Acho que o fato de eu estar desempregado ajuda bastante ao me ceder tempo pra ouvir bastante música. Então volto em breve com mais do que rolou na minha playlist esse começo de ano. Ainda tem muito por vir…

4 opiniões sobre “My Playlist: recomendações de janeiro, fevereiro e março de 2009 – Parte II”

  1. Valeu as dicas, Andy… Listinha boa por demais. Os únicos cds que tenho um certo entrave são Adoração e Adoradores e o Régis Danese. No 1° caso, não curto mesmo algumas pessoas que fazem parte do cd e acho que o Brasil tem poucas opções de BOA música [ Qdo falo assim, refiro-me a letra, pois em termos de instrumentais e vozes, temos bons músicos sim…] e alguns cantores e bandas estão apelando no que diz respeito às mensagens cantadas. Tá, eu sou muito ranzinza no quesito música mesmo. O caso do Régis eu não sei bem explicar porque não curti, creio que seja pelo fato da música dele ter sido gravada até por bandas de forró, mas se bem que ele não tem culpa né? Hahaha! Hum o cd não ‘bateu’ com o meu gosto, pronto! =p
    Ah, onde consigo o cd da banda Jó42? Fiquei curiosa p/ ouvir ^^
    Se a lista do blog fosse minha, eu acrescentaria o Grupo Logos, Elo e VPC, haha! Eu sempre ouço, não importa o ano do cd! |o|

    Ps.: Achei um blog que tem música cristã nacional pra baixar:
    http://gospelmusicasforever.blogspot.com/

    A maioria dos cds da sua lista estão disponíveis por lá ^^

    =*

  2. Debby, a lista é do que escutei durante esses primeiros meses e, VPC Logos e Elo não fazem parte da minha playlist há tempos!! ^^

    Gosto da qualidade, mas não sou do tipo saudosista assim a ponto de desprezar totalmente o novo! Tá certo que prefiro mil vezes música internacional pela qualidade e conteúdo, mas ainda se faz muita música boa no Brasil!!

  3. Ah, quanto ao CD do Jó 42, se não me engano, você só acha no site deles mesmo!! Não me lembro de ter visto em outro lugar… Como disse no post, não sei nem mesmo se ele chegou a ser lançado oficialmente, pra ser vendido em lojas e essas coisas!!

  4. Ei, eu sou saudosista, mas não deprezo o novo, não viu?
    Que fique claro =p
    Eu só sou chatinha, mas antes de dizer que não gosto, eu escuto!
    Hahaha!
    ;*

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