My Playlist: recomendações de janeiro, fevereiro e março de 2009 – Parte I

Eu escuto muita coisa. Definitivamente eu escuto mais música do que, acho, a maioria das pessoas. E não falo isso achando que sou melhor do que ninguém. Talvez eu seja só mais à toa do que muitos. Mas, de fato, eu conheço muita coisa diferente. Não é por acaso que volta e meio tem gente me pedindo pra recomendar alguma coisa ou mesmo me perguntando sobre música. Engraçado que nem sou músico nem nada. Eu toco na igreja, faço parte da equipe que toca, mas meu conhecimento teórico mesmo é bem pouco.

Mas bem, já que tanta gente ouve o que eu recomendo e, quase sempre, gostam das minhas recomendações, achei por bem trazer pra cá, pro [estereo]tipo, essas minhas recomendações. Pretendo, pelo menos por agora, recomendar uma série de coisas que tenho escutado nos últimos tempos pelo menos uma vez por mês. Mas como eu escuto muita coisa nova, não vou me limitar a recomendar, mas vou falar um pouco sobre o som de cada artista, banda ou grupo que indicar.

Esse mês começo com o que tenho escutado ao longo desse começo de ano. Tá bem certo que lá se vão 2 meses e meio e é muita coisa pra passar de uma só vez, mas como isso é um blog, eu posso dividir essas recomendações em etapas, certo? Então lá vai a “Parte I” (detalhe, como eu tenho a mania de ser muito organizado, essas recomendações vão em ordem alfabética e não de importância, OK?):

Alakrity – Whatever Happened To Good TV (2008)
Peguei esse CD, na verdade, só porque tinha uma versão de Beyond Belief. Pra quem não sabe, essa música do Petra é uma das mais aclamadas no cenário cristão e traz uma mensagem tremenda. Me surpreendi com o que escutei e não só gostei, como recomendo com certeza o som dos caras. O Alakrity mistura o punk rock com umas pitadas de “saudosismo” num álbum divertido de se escutar. Beyond Belief é de longe a melhor música do CD e traz ainda a surpresa de contar com o ex-vocalista do Petra, John Schillit.

No restante do álbum, a banda não faz muita coisa nova. O som é similar ao do Stellar Kart e ao do Hawk Nelson, mas mais agitado e com mais barulho. O interessante do CD é a faixa bõnus, uma versão bem moderna da abertura de um show de TV que, com certeza, os caras assistiam quando eram garotos (e eu também). Vou deixar você curioso nessa.

Nota: 7/10

And Then There Were None – Who Speaks For Planet Earth (2009)
Diferente. É só como eu consigo explicar o som desses caras. Uma mistura de rock, punk, dance, eletro e muitos sons de sintetizadores com riffs de guitarras. Pra quem conhece Falling Up e ouviu os álbuns recentes dos caras, o And Then There Were None vai além e mistura ainda mais, mas traz uma temática interessante. O nome da banda foi tirado de um livro da Agatha Christie e o título do álbum pergunta: quem fala pelo Planeta Terra?

Com um som estramamente novo, a banda surge pra tentar alcançar seu espaço e conseguiu, ao menos, um espaço na minha playlist. Vale a pena ouvir pra conhecer o novo. Mas não sei quanto tempo eles vão durar.

Nota: 7/10

Austins Bridge – Austins Bridge (2007)
Pra quem conhece Rush of Fools, 33 Miles e bandas do gênero, Austins Bridge não traz quase nada de novo. Mas é uma das poucas bandas que se dispõe a fazer diferente e criar um som pouco aceito nos dias de hoje. Estou falando do country rock, que é o que mais se aproxima do que faz a banda. Com um som gosto, e essa levada de country, o Austin Bridges não chega a surpreender, mas agrada aos ouvidos.

O vocal é bom e suave. As letras bem simples, assim como de todas as bandas do estilo. Mas o som está na medida certa e é um bom caminho pra essa banda nova. Como eu curto o gênero, fica no meu playlist e ganha direito à recomendação.

Nota: 7/10

Delirious? – My Soul Sings (2009)
Não é preciso falar muito sobre o Delirious?. A banda de modern worship já é consagrada e bem conhecida no Brasil. Infelizmente, ano passado os caras anunciaram que estão dando uma parada. Não se falou em fim da banda, mas muita gente acha que eles não voltam tão cedo. Eu ainda tenho essa esperança. My Soul Sings é o último trabalho lançado dos caras e foi gravado ao vivo em Bogotá, na Colômbia. O CD conta com a participação do Generación 12, um grupo que, até onde eu sei, não tem nada a ver com o tal G12, tão questionado por aqui. Inclusive, algumas das faixas do álbum tem trechos em espanhol.

O álbum está sendo lançado nos EUA com o DVD a tira colo. Pra variar, por aqui, ele deve chegar sozinho e com o DVD vendido à parte com um preço absurdo, como é de costume. Mas My Soul Sings é mais um excelente trabalho da banda inglesa e mostra, mais uma vez a qualidade de Martin Smith e companhia ao vivo. Assim como em Now is The Time e em vários outros álbuns anteriores gravados ao vivo, a banda canta sucessos antigos e consagrados e também canções do CD mais recente, Kingdom of Confort. Vale a pena ouvir.

Nota: 8/10

Red – Innocence & Instinct (2009)
Mais uma vez o Red, banda vencedora do Dove Awards em 2007 como melhor música de rock (com Breath Into Me), lança um CD muito bom. Não que seja muito diferente do anterior, porque não é. Mas agrada e traz algo novo ao gênero que está tão batido. A banda americana faz um rock pesado, com pitadas de new metal e hard core, mas sabe ser suave nas horas certas. Tanto que uma das canções mais conhecidas é uma lenta, com direito a violino e tudo mais.

Innocence & Instinct cumpre o que promete. Traz suavidade e peso bem equilibrados, letras marcantes e qualidade instrumental bem dosada com o bom vocal. Na verdade uma curiosidade que sempre me vem à tona com realação à bandas como o Red: nunca o single escolhido é a música que eu mais gosto do álbum. Death of Me ganhou até um music video (pra nós aqui, vídeo clip) antes do lançamento do álbum, mas não me agradou tanto quanto Fight Inside e Never Be The Same que, pra mim, são as duas melhores do álbum. Detalhe que pra quem tem a versão Deluxe Edition, como eu, a primeira faixa (um bônus da versão) não acrescenta absolutamente nada, por outro lado, Nothing And Everything (outro bônus) ficou bem legal.

Nota: 7/10

The Fray – The Fray (2009)
Mais uma daquelas bandas que aparece do nada e agrada, o The Fray vem pra ficar. Com um estilo próximo ao folk, similar ao do Lifehouse, a banda se encaixa bem naquele clichê de música de seriado americano. Não é à toa que uma das canções do álbum, You Found Me acabou por realmente ir parar num seriado. Com a música fazendo parte da trilha do material de divulgação da 5ª temporada de LOST, The Fray ganhou seus segundos de fama.

Mas The Fray não fica nisso. A banda tem um som agradável que realmente fica na cabeça. Assim como grande parte das bandas que se propõe a fazer esse som bem mais light. O som dos caras não só está na minha playlist como é uns dos álbuns que mais escutei esses dias. Isso deve querer dizer alguma coisa, eu acho. Na versão Deluxe Edition do álbum, os fãs ainda vão poder ouvir uma versão acústica de You Found Me, definitivamente a melhor música do CD, além de 4 outras canções extra.

Nota: 7/10

Vem mais por aí…

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3 opiniões sobre “My Playlist: recomendações de janeiro, fevereiro e março de 2009 – Parte I”

  1. Pois é, eu sou uma das pessoas que sobrevivem musicalmente [em partes, pra vc não ficar com ego inflado =p hauheuae] das recomendações desse não-músico-metido-a-entendido-de-música… A música une pessoas, né Andy? ^^

    Humm, dessa listinha já conferi o novo cd do Delirious, Alakrity e The Fray [vejo que vc comprovou que ela entrou em Lost! ]. Atesto que todos são muito bons. Quanto ao Alakrity, vc bem que poderia matar a minha curiosidade sobre a faixa bônus: de que programa era? oO
    Acho que o cd que baixei ali não veio com ela… Qual é o nome?

    Ótimo post, Andy!

    Besos

  2. Hummm… Não veio a faixa bônus?? Num creio!!

    Bom, num vou revelar aqui pra não perder a graça pro povo que ainda não ouviu!! hehehe… Depois te conto pelo MSN, Debby!! ^^

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