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07 de Abril – Dia do Jornalista

Estive pensando hoje o dia inteiro se realmente valia a pena escrever isso. Os motivos podem não ser óbvios, mas eu ainda me considero um pseudo-estudante de jornalismo, mesmo não estando mais na faculdade. Pra entender melhor essa coisa toda, acho que você deveria ler o que se segue…

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Jornalismo? Para que? Para quem?

Nada mais me anima nesse antro de podridão e imundícia que vi com meus próprios olhos! O espírito que antes em mim exisitia, a vontade de ser e fazer diferença, tudo foi por água abaixo! A sede de justiça, os olhos esperançosos de algo novo e bom, tudo se foi… Resta agora só o desprezo por aquilo que uma dia eu chamei de Jornalismo e me fez pensar de mim mesmo que poderia ser jornalista! Leia o resto deste post

Ismo

De acordo com o dicionário, ismo, sufixo de origem grega, indica origem, crença, escola, sistema, conformação. Ou seja, palavras com a terminação ismo indicam que uma ideologia é seguida, que existe algo consolidado como regra ou, pelo menos, que se acredita ser uma regra. Assim temos o positivismo, catolicismo, arcadismo, helenismo e jornalismo. Pois bem, qual seria a ideologia, a regra seguida pelo jornalismo? Os católicos seguem suas crenças, os positivistas seguem ideologias oriundas de Comte e Durkheim. Mas e os jornalistas, a que ou quem seguem? Talvez não todos, mas grande parcela deles tem formado uma categoria que se deixa levar por uma idéia ultrapassada de qual é a função do jornalismo. Mostrar ao público o que achamos que ele quer ver ou servir como veículos de informação imparciais? Levar ao povo entretenimento e cultura simultaneamente? Noticiar ou fantasiar fatos? Afinal, qual é a maneira certa de se fazer jornalismo? Qual é a origem, a crença, a escola, o sistema e a conformação do jornalismo?

Sabemos que a origem do jornalismo não tem data definida, mas as primeiras tentativas de se transmitir informações narrando fatos do dia-a-dia aconteceram antes mesmo da invenção da escrita. Claro que com tal invenção e, posteriormente com a invenção da imprensa, novas características foram agregadas a essa idéia de noticiar eventos. Os jornalistas, mesmo não assim chamados, se preocupam em levar adiante histórias que informam e entretém o público ao mesmo tempo. Em certa época foram manipulados pelo governo, passando a ser comandados por reis e pelo clero. Em outra época se tornaram peça importante contra esses mesmos reis e incentivaram revoluções. Folhetos informativos se tornaram jornais, gazetas e a imprensa, então, se tornou uma ameaça. Veio a censura, foi-se a liberdade de imprensa e, com o tempo, o próprio jornalismo se perdeu em suas funções básicas confundindo-se com veículos de propaganda política. O jornalismo se conformou, adaptou, mas lá no meio alguém reagiu e, em outra época, se levantou contra a tirania, a ditadura e se fez ouvir mais uma vez. Vocalizou sua própria liberdade e fez caírem outros tantos governos.

Aos poucos o jornalismo se desvencilhou de “prisões” e voltou à sua essência de noticiar com qualidade. Suas funções então se definiram como as idéias de ser livre de manipulações, de influências; de ser informativa sobre todas as coisas; de proteger e não iludir seus seguidores; de servir ao sistema econômico através da publicidade; de entreter com qualidade e preservar sua autonomia. Por mais que nem todos seus seguidores se adaptem a essa definição, essas funções se tornaram de suma importância. Uma identidade jornalística pode agora ser determinada e o jornalismo ganhou significado como algo a ser seguido com ideologia, crença, sistema, origem… Um ismo que finalmente o jornalista pode se orgulhar em seguir.

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