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Questões

Sabe aqueles questionamentos que a gente se faz às vezes? Quando nós estamos lá, parados, observando a vida, vendo as coisas passarem, as pessoas correrem, as crianças crescerem… Sempre há uma série de coisas que se passam na nossa cabeça.

Por que a vida é assim? Por que nascemos, crescemos e morremos, muitas vezes, sem entender o sentido da vida? Por que nos deixamos levar durante todo esse tempo por coisas bobas, tolas, que não suprem nossos reais anseios e, quando estamos velhos, sentimos que não fizemos tudo o que dava pra fazer? Por que?

Por que as pessoas que amamos nunca sabem o quanto nós as amamos. Por que deixamos de dizer isso? Por que não fazemos o suficiente para mostrar nosso amor por elas? Nossos pais, nossos filhos… Nossos amigos e irmãos… As pessoas que sempre estão ao nosso lado são as que mais sofrem por nossa causa. Por que?

Por que fazemos prédios altos, moramos uns em cima dos outros, criamos comunidades imensas, nos entulhamos, amontoamos, nos ajuntamos cada vez, para viver cada vez mais distantes? Por que largamos a vida da fazenda, da roça, do campo e ealizamos o êxodo das grandes cidades para ficarmos ainda mais alienados de todas as coisas? Por que?

Por que criamos carros, motos, aviões, navios e trens? Por que queremos sempre ir mais rápido? Por que deixamos de lado os cavalos, as cavalgadas, o vento no rosto e o prazer de observar a paisagem durante uma viagem só para chegar em menos tempo? Por que nos apressamos tanto pras coisas mais inúteis? Por que?

Por que abrimos mão da companhia de nosso queridos pra passar tanto tempo com pessoas estranhas? Por que preferimos passar o dia inteiro fora de casa e, quando chegamos, preferimos não conversar com ninguém? Por que nos cansamos tão rápido da vida em sociedade, mas vivemos reclamando da solidão do nosso dia-a-dia? Por que?

Por que nos isolamos? Cada homem é uma ilha, certo? Então por que estamos sempre procurando estar próximos? E por que, quando finalmente estamos juntos, queremos nos separar? Por que sentimos falta do outro e não gostamos de estar só? Por que?

Por que deixamos as pessoas pra trás? Por que brigamos, discutimos, quebramos laços de relacionamentos e amizades e, depois de anos, sentimos falta? Por que deixamos que nosso orgulho fale mais alto e nos impeça de estar ao lado daqueles e quem gostamos? Por que?

Por que achamos que a vida é tão injusta? Por que cometemos injustiças uns com os outros? Por que permitimos que as coisas continuem assim? Por que nos questinamos, brigamos, levantamos a voz, mas no fundo deixamos tudo ser como é? Por que?

Por que somos tão egoístas? Tão maus? Tão corruptos? Tão insatisfeitos? Por que?

Por que nunca nos sobra tempo pras coisas que realmente importam, mas vivemos ocupando nosso tempo com coisas que não servem pra nada? Por que sempre reclamamos do tempo e sempre tentamos controlá-lo? Por que administramos tão mau o tempo que temos? Por que?

Por que fazemos coisas, inventamos, construímos e evoluímos tecnologias para nos libertar das coisas e, ao invés disso, cada vez mais nos aprisionamos a elas? Por que dependemos tanto das coisas que nos cercam? Por que não conseguimos nos libertar de nossas próprias criações? Por que?

Por que as nossas crianças agem cada vez mais como adultos e nossos adultos querem cada vez mais ser crianças? Por que os pequenos falam de coisas que não pertencem ao mundo deles e nós achamos tudo tão lindo e não nos preocupamos com o amadurecimento precoce das novas gerações? Por que falamos tanto do ‘nosso tempo’, da ‘nossa época’ e não reagimos à ‘essa época’? Por que?

Por que deixamos que nossa geração se afundasse ainda mais em todas essas coisas? Não havia saída? Era esse o nosso caminho de fato? Por que não procuramos caminhos alternativos para a humanidade enquanto ainda era possível? Por que?

E agora? É tarde demais pra todas essas coisas? Por que deixamos que tudo isso acontecesse? Poluição, desmatamento, aquecimento global… O mundo parece estar entrando em colapso! E ainda sim continuamos de braços cruzados! Por que?

Por que nossa voz ecoa na imensidão e muitas vezes parece que ninguém nos ouve? Por que nossos questionamentos parecem não ter fim mesmo quando nós achamos que sabemos as respostas para todas essas coisas? Por que?

Por que teimamos em por a culpa de tudo em DEUS quando sabemos que é tudo nossa culpa? Por que achamos que ELE nos abandonou quando fomos nós que o abandonamos e tentamos viver por nós mesmos, da nossa maneira, com nossas forças? Por que?

Por que?

Por que?

Por que tantos ‘por quês’?

Por que tantas dúvidas?

Por que tantas questões?

Por que?

Escolhas (atualizado)

>> Ao som de Julian Drive – My Coming Day (álbum)

Escolhas! A vida é feita de escolhas (muito clichê isso, mas vá lá… Hoje eu tô inspirado). Há aquelas que fazemos e as que fazem por nós. Mas de uma forma ou de outra, são as escolhas que nos levam a algum lugar.

Quando nascemos nossos pais escolhem nos criar de determinada forma, ou escolhem não criar. Alguns passam essa responsabilidade à outra pessoa. Alguns fingem estar fazendo, mas na verdade na estão. Alguns escolhem demais. Alguns escolhem colocar os filhos nas melhores escolas, dar a melhor educação, encher os garotos de atividades, dar todos os brinquedos… Mas se esquecem de escolher dar à criança algum ainda mais fundamental: caráter. Alguns se vão e não tem oportunidade de fazer escolha alguma.

À medida que crescemos somos bombardeados com as mais diversas escolhas. Sentar do lado dos bagunceiros da sala ou não. Copiar a matéria do quadro ou não. Matar aula para jogar bola ou não. Em casa também continuamos a escolher. Contar a verdade sobre o dever de casa? Assistir todos os desenhos da TV? Tomar banho quando a mãe manda? As consequências dessas escolhas podem levar a severos castigos… Ou não.

Alguns amigos podem escolher nos levar para o mau caminho, nos apresentar o mundo das drogas, da bebida, da pornografia, dos jogos e de demais vícios. Mas somos nós quem escolhemos seguir ou não por esse caminho. As escolhas feitas lá trás, por nossos pais, influenciam exatamente aqui. Caráter.

Escolhas: Nem sempre é fácil fazê-las

Escolhas: Nem sempre é fácil fazê-las

Não escolhemos de quem vamos gostar, mas podemos escolher que atitudes tomar quanto a isso. Escolhemos os amigos, os mais próximos e os mais distantes. Escolhemos quais amizades cultivar, quais queremos guardar pra sempre. Escolhemos com qual colega vamos fazer a prova de dupla, com qual ficamos de papo nos intervalos e com quais matamos aula. Escolhemos pra onde correr quando somos pegos.

Escolhemos, mesmo que por influência de alguém, que religião seguir. Se cremos em alguma coisa, se damos valor a dados científicos, se seremos céticos, ateus, convictos ou se estaremos a par de tudo sem nos evolvermos com nada. Escolhemos se lemos Galileu e Super Interessante ou Contigo e Amiga. Escolhemos entre The Matrix e Titanic. Às vezes escolhemos os dois. Às vezes nenhum.

Quando as pessoas se afastam podemos escolher saber o porquê. Ou podemos virar as costas e seguir nosso caminho como se não nos importássemos. Escolhemos ficar mais próximos da nossa família e dos amigos ou do trabalho e de nossas ambições. Escolhemos estudar, fazer mestrado, doutorado, MBA. Escolhemos viajar, gastar todo o dinheiro do Seguro Desemprego, construir uma casa. Escolhemos entre casar e comprar uma bicicleta.

Escolhemos ouvir rock ‘n roll. Escolhemos ir à uma ‘rave’. Escolhemos dançar forró, funk, axé ou sertanejo. Ou escolhemos ficar em casa comendo pipoca em frente à TV assistindo um filme comprado no camelô da esquina do trabalho. Escolhemos baixar o filme, ou a música, ou o jogo pela Internet. Escolhemos fingir que não fazemos isso. Escolhemos conversar só pelo MSN, nunca pessoalmente. Escolhemos nos declarar pelo e-mail e mandar flores virtuais.

A vida adulta parece dificultar ainda mais essas escolhas. Escolher o carro que cabe no orçamento. Escolher em que bairro construir nosso futuro lar. Escolher entre o emprego certo com salário baixo, mas estável. Ou o emprego dos sonhos numa empresa que pode pedir falência a qualquer segundo. Escolher entre apagar o fogo ou deixar arder. Escolher entre a rotina ou ao trabalho em casa. O freelancer ou o assalariado.

Algumas escolhas acontecem naturalmente. O time de futebol para qual torcemos. A roupa que usamos no casamento do melhor amigo. Como dar o primeiro beijo. Como dar o último beijo. Escolhemos dar ou não um último adeus. Escolhemos até quem merece o último adeus.

Ficar acordado até 2h da manhã para ver o cometa? Até 3h para ver a corrida? Até às 5h para o jogo que é no Japão? Até altas horas batendo papo com um amigo que está há quilômetros de distância e que você só encontra de vez em quando na Internet? Escolhemos dormir ou virar a noite olhando as estrelas e contando cada uma. Às vezes sozinho, às vezes ao lado da pessoa amada. Você escolhe.

Escolhemos anotar cada escolha num caderninho que chamamos de “querido”, mas que se cair nas mãos da pessoa errada vira “maldito”. Escolhemos contar aos amigos nossos segredos. Algumas vezes para depois nos arrependermos de ter confiado na pessoa. Devíamos ter escolhido melhor os amigos.

Horas no telefone que custaram caro. Cartas que mandamos e nunca são respondidas. Aquele dinheiro emprestado que nunca mais se viu a cor. Aquele dinheiro no banco que rendeu o suficiente pra comprar uma bala. Ou aquele dinheiro investido na hora certa que rendeu uma grana após a venda do lote no bairro que valorizou com a chegada da multinacional. Escolhas que fazemos a todo dia que às vezes parecem insignificantes, mas podem ser surpreendentes um dia.

Escolhemos ter filhos, ficar pra titio ou adotar uma criança. De qualquer forma teremos crianças em nossas vidas. Ou escolhemos ser adultos rabugentos que odeiam crianças. Alguns escolhem ser assim e ainda conseguem ter milhares de crianças à sua volta. Coisas da vida. Escolhemos se é a hora certa pra ter filhos. Às vezes os filhos vêm por acaso. Então escolhemos assumir ou não. Cuidar ou não. Nos responsabilizar ou não. E então assumimos o papel de nossos pais e o ciclo começa outra vez.

Mas a vida continua. Escolhemos o quanto segurar nossos filhos. Escolhemos soltá-los pro mundo. Escolhemos vê-los crescer por si só. Ou escolhemos ser pais corujas e ligar a cada segundo pro celular do amigo que o filho deixou anotado na geladeira pro caso de alguma emergência. Decidimos o que é ou não emergência.

As escolhas não acabam. Onde passar as férias em família? Quantas malas levar? Quanto gastar? Da pra adiar pro ano que vem a viajem pra Buenos Aires? Dá pra pedir mais crédito no cartão? E se o time for pra Final da Libertadores, dá pra dar uma fugidinha do trabalho pra ir pro estádio torcer?

O que vou deixar pra minha família? É hora de escolher um plano de saúdo, um seguro de vida, um pé de meia qualquer. Pedir aumento? Trocar de emprego? Mudar pra uma casa mais afastada do centro? Trocar as crianças de escola? Cortar gastos, custos? Ou fazer novos investimentos? Reformar o banheiro ou a cozinha primeiro? Quer cor colocar no quarto do 3º filho? É hora de colocar em prática aquele projeto de anos? Largar tudo e abrir meu próprio negócio?

Ter um cachorro às vezes é uma escolha. Às vezes ele aparece e você simplesmente fica com ele. O quanto ele entra e muda sua família já é uma coisa que você não tem controle. As crianças podem ter alergia. Você pode se mudar para um apartamento. Sua esposa pode ser cansar de limpar o xixi. Uma hora você tem que escolher continuar com o cachorro ou com a vida normal que você tinha antes. Se escolher o cachorro, boa sorte. Eu faria o mesmo!

Que direção seguir? Que conselhos dar? E quando aquele cara aparecer pra tomar seu lugar no coração da sua filha? E quando seu filho quiser pegar seu carro pra dar uma volta? E se ele bater? E quando seu garoto crescer e for pra faculdade? E quando sua esposa quiser fazer uma plástica? Será que eu vou ter aquela vida dos filmes americanos de famílias perfeitas? “Ah! Essas escolhas…”

As escolhas nos cercam. Em quem votar? Que canal assistir? Escrever sobre tudo isso ou não? É hora de voltar a estudar, mesmo depois de velho? É hora de trocar de celular? Ou de TV? Um peixinho seria melhor que um cachorro? É hora de ir ao dentista? Precisa mesmo? E tomar aquela vacina que está atrasada dois anos? Terminar o namoro que não está dando certo? Virar a mesa e mudar totalmente a vida? Mudar de ares? Ceder à pressão das coisas, dos amigos, dos parentes? O caminho às vezes é difícil, mas se não trilharmos, como saber o que há no final? Eu quero mesmo saber? Eu quero chegar a algum lugar? Eu posso escolher!

Pra finalizar, confira um desses videozinhos motivacionais que encontrei no YouTube esses dias:

Livremente inspirado na música One Day Too Late, do Skillet.

O efeito de uma foto…

Sabe quando você quer escrever só pra desabafar? Tô assim hoje! E tem um motivo muito, muito forte pra isso ser assim logo hoje,… Logo hoje!!

Quando dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras, com toda certeza se tem em mente o efeito que uma fotografia pode ter sobre a mente do ser humano. Ela é capaz de despertar as mais diferentes sensações em nosso cérebro, em nossos sentidos.

Uma foto pode nos fazer ter água na boca. Pode nos faz sentir o cheiro de algo que apenas vemos e nos fazer misturar sentidos, mesmo que ilógicamente.

Pode nos remeter ao passado, à boas sensações de outros tempos, de outros “carnavais”. E pode nos lembrar de pessoas que esquecemos com o tempo.

Pode nos levar de volta à infância, às brincadeiras de rua, no parque ou mesmo na escola.

Pode nos despertar sentimentos que há muito não sentíamos. Saudades, vontade de estar perto… Nostalgia…

Mas pode nos fazer sentir nojo, desprezo. Nos lembrar de o quão sujo e pobre é o homem. Das atrocidades que somos capazes de cometer e viver. Das partes obscuras do nosso passado, do passado da humanidade.

Nos fazer relembrar das coisas que devemos e quqremos mudar em nós mesmos, na nossa história, na vida das pessoas queridas pra nós.

Uma imagem pode nos remeter a momentos de glória, de vitórias, ao sentimento de equipe, de grupo. De um time, de uma empresa, de um grupo de amigos…

Sensações que nos lembrem de piquiniques, passeios, de andar de bicicleta. Que nos lembrem de nossos pais, nossos tios, nossos avós, nossos irmãos… Da importância da nossa família…

Fotos nos lembram de amigos… De momentos vividos, de festas que participamos, de festas que não fomos… Daquele churrasco, daquela excursão…

Nos lembram de gostos que não conseguimos esquecer, bons ou ruins. O gosto amargo de uma derrota, de uma fruta azeda ou de um machucado que marcou…

Principalmente daqueles que machucaram a alma…

Algumas vezes as imagens nos remetem a coisas que não queríamos. A desejos antigos, sonhos frustrados e coisas que não queremos lembrar, mas lembramos porque faz parte da nossa vida.

Momentos, situações, pessoas… Há muito que gostaríamos de esquecer, mas nem sempre esquecemos… Às vezes porque não conseguimos, às vezes porque a vida não deixa…

Quando falam mais do que mil palavras, as imagens dizem muito mais do que o que elas mesmas são.  Tudo o que sentimos, pensamos e entendemos de uma foto envolve toda nossa história…

Uma imagem que vale mais do que mil palavras pode também valer por mais do que mil sentimentos.  Mil sensações… Representar mil momentos… Ou não!

Hoje tenho motivos de sobra pra falar sobre esse assunto. Nas últimas semanas algumas imagens tem feito parte intensamente da minha vida. Algumas tem me animado, outras me jogado pra baixo. Algumas me lembram coisas que quero ter na mente sempre, outras insitem em me lembrar coisas que quero esquecer.

Mas quando uma em particular apareceu, significou muito mais do que qualquer coisa que poderia ter lido, ouvido ou visto em qualquer outro lugar!!!

Uma foto pode ter um efeito devastador… Ou animador. Ou as duas coisas ao mesmo tempo!! Tudo depende de quem vê, de quando vê, de como vê… E do que se passa em sua cabeça quando todas essas coisas acontecem!

E hoje, justo hoje, todas essas coisas juntas fizeram uma imagem significar muito mais do que ela deveria significar. E despertar milhares de sentimentos que já eram pra estar enterrados!

Um efeito que nem eu mesmo sei explicar… Mas fez efeito… E eu nem mesmo sei se foi ou não bom!

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