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Meu Fusca Ninguém Leva: Alarme Prático

Não, gente! Isso não é o nome de uma música ou de uma banda nova. Bem que seria interessante, mas na verdade este post começa uma série de posts sobre a vida real e de cenas urbanas inimagináveis, a não ser que você viva no planeta Terra onde coisas inimagináveis são sempre imaginadas por alguém! oO

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Beleza

por Anderson Felipe Butilheiro

Formosura, graça, bondade, generosidade, perfeição, todas essas qualidades estão associadas ao nosso conceito de “beleza”. Beleza é a qualidade daquilo que é belo. Mas o que é o belo? Qual definição se pode dar a palavra beleza e a tudo o que ela significa? Afinal beleza está ou não nos olhos de quem vê?

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Assessoria em mudanças

Muita gente já escreveu sobre mudanças. De vida, de postura, de sentimentos, diversos tipos diferentes de mudanças. Mas duvido que alguém já tenha escrito sobre mudanças com a “experiência” que tenho. Não estou sendo arrogante. Na verdade, acho difícil alguém ter passado por tantas mudanças em tão pouco tempo. Mudanças de endereço, de cultura, de ambientes…

Hoje concluí minha 20ª mudança. O engraçado é que nunca tinha mudado pra tão perto. Depois de mudar de estado, de cidade, de rua, cheguei ao ponto de me mudar apenas de apartamento. E para o apartamento da frente. Mas a sensação foi exatamente a mesma de todas as outras vezes.

Sempre que eu ouvia falar em mudança, desde pequeno, a idéia de ter que embalar coisas, guardar em caixas, ver tudo ser desmontado e empacotado e depois todo o processo contrário, tudo isso já me botava medo. Com o tempo me acostumei com o processo ao ponto de nem me importar mais com o fato de ter que mudar.

Na mudança de hoje, que não durou mais do que 3 horas da minha manhã, o mais peculiar foi o fato de que nada saiu do lugar. Digo, tudo saiu, mas volto à mesma posição em que estava antes no outro apartamento. E justamente pela minha experiência anterior no assunto, terminar uma mudança como se ela nem tivesse acontecido, isso foi assustador. Talvez a mudança mais assustadora da minha vida.

Mas é claro que outras coisas mudam. Com o tempo não só a estrutura física de onde vocês mora pode mudar, mas o ambiente em si, os relacionamentos com as pessoas, seu modo de ver o lugar, tudo muda. E sem dúvida essas mudanças podem acontecer a qualquer momento e não há como saber o que vai acontecer. Portanto, se você pensa em se mudar, posso te ajudar a empacotar as “trouxas”. Mas o que vem a seguir, nisso você está só.

CartaCapital x TV Globo

DOSSIÊ POLÍTICO, ACIDENTE AÉREO, COMPRA DE INFORMAÇÕES, MANIPULAÇÃO DE NOTÍCIAS E TUDO MAIS QUE UMA BOA HISTÓRIA DEVE TER

TV Globo e CartaCapital estrelaram, no fim do último ano, um conflito que ultrapassou a função informacional do Jornalismo e colocou os dois veículos numa discussão política. Tudo começou quando, em 29 de setembro de 2006, dia do fatídico acidente com o vôo 1907 da Gol, a emissora deixou de transmitir no seu jornal de maior audiência o fato mais importante do dia e deu maior importância a um esquema de compra de informações relativas à eleição presidencial que aconteceria dois dias depois. O Jornal Nacional mostrou com exclusividade naquela data fotos do dinheiro que seria usado pelo PT para comprar um dossiê contra o PSDB, que fora apreendido pela Polícia Federal. Já o acidente, que havia acontecido cerca de 3 horas antes do início do telejornal, nem sequer foi mencionado.

Segundo Ali Kamel, diretor executivo de jornalismo da Rede Globo, até o fim da edição daquele dia do Jornal Nacional, a equipe de reportagem da TV ainda não tinha informações concretas sobre o incidente e por isso nada foi ao ar. Kamel se pronunciou em resposta à edição de 18 de Outubro da revista CartaCapital em que Raimundo Rodrigues relata um “esquema” da TV Globo para forçar o segundo turno das eleições, divulgando a notícia que prejudicaria a imagem do então presidente e candidato à reeleição Luís Inácio Lula da Silva. Para Raimundo, o Jornal Nacional teria ocultado o acidente aéreo para não ofuscar sua principal notícia.

Não cabe a nós decidir quem fala a verdade e quem mente ou quem está certo ou errado nessa história. Até mesmo porque o que a revista CartaCapital fez trazer à tona uma questão que há muito permeia o ambiente jornalístico e, talvez, nunca tenha sido tão amplamente discutida. A não transmissão da notícia foi tão prejudicial assim? Ou a TV Globo faltou com a ética ao não divulgar meias-notícias? Qual seria a postura adequada do jornalista nessas ocasiões? Essa é uma questão que devemos analisar com calma.

Até onde sabemos, comprar informações não é ilegal. Não contar de onde saiu o dinheiro para comprá-las é que seria o problema. Se a Polícia Federal apreendeu o dinheiro, algum motivo havia para se desconfiar da transação e esse motivo não foi divulgado. O delegado Edmilson Bruno, que teria fornecido à TV Globo as fotos do dinheiro, agiu de má fé ao distribuir as imagens e não preservar a integridade, o sigilo de uma investigação federal. Pior ainda foi a atitude da TV Globo divulgando essas imagens sem que qualquer tipo de averiguação fosse concluída pela polícia. Não se tinha ainda, a essa altura, informações verídicas e tudo que foi transmitido não passou de especulação. Sem contar que, como foi divulgado dias depois, a motivação do delegado em distribuir as fotos foi se “vingar” por ter sido afastado do caso.

Em sua reportagem, Raimundo Rodrigues acusa a TV Globo de manipular informações por tentar favorecer a eleição dos candidatos José Serra e Geraldo Alkmin do PSDB. Se realmente foi isso o que aconteceu, não podemos afirmar. O fato é que há muito tempo se percebe a preferência de alguns veículos de comunicação nacionais a preferência por este ou aquele candidato. Coisa que nos EUA, por exemplo, não é anormal e nem visto com os olhares espantados que tivemos por aqui. O caso é que tanto Globo quanto Ali Kamel persistem em afirmar sua posição imparcial e isenta de qualquer influência política. O que não é lá muito bem aceito uma vez que se percebe bem em toda linha editorial da empresa carioca uma tendência em favorecer qualquer candidato contra os petistas. Ou alguém não se lembra do incidente no debate entre Lula e Collor nas eleições de 1990? Ou da campanha pró-FHC em 1994?

Quando decidiu não divulgar uma notícia ainda incompleta sobre o acidente envolvendo o avião da Gol, conforme afirma Ali Kamel, a Central Globo de Jornalismo agiu de forma adequada. Transmitir informações que deixariam o telespectador com dúvidas não seria certo e, nesse ponto, Kamel foi sábio. Toda a equipe da TV estava mobilizada em buscar informações e apurar os fatos da forma adequada antes que qualquer palavra fosse dita pelos jornalistas/apresentadores da Globo. Outras emissoras até transmitiram informações incompletas, mas agiram pensando apenas no “furo” e não na angústia que estariam trazendo aos milhares de telespectadores que ficaram sem ter dados precisos sobre o acidente.

Se as motivações da Globo ao escolher não transmitir qualquer notícia foram realmente essas, nunca saberemos. Certeza mesmo só a de que o Jornal Nacional não divulgou nem mencionou nada e, enquanto outros veículos como o site Terra e a Rede Bandeirantes traziam notícias em primeira mão, a Globo pareceu ter ficado para trás. Talvez não toda a central de jornalismo, já que a rádio CBN, que pertence às Organizações Globo, divulgou uma nota sobre o incidente onde dizia exatamente o que foi divulgado nos outros veículos, dando informações “por alto”, sem detalhes.

A discussão iniciada entre CartaCapital e TV Globo tomou proporções enormes e colocou toda a mídia do país numa posição de cheque-mate. Por anos as empresas que transmitiam informação no Brasil se disseram imparciais, mas sempre se soube que, por trás das linhas dos jornais e das imagens dos telejornais, haviam homens com posição formada e que deixavam transparecer suas intenções assim como nós deixamos. Ninguém é totalmente imparcial e isso vale para a mídia. Acontece que nunca se admitiu isso. Hoje, cerca de um ano depois dos fatos aqui narrados, ainda se discute essa posição imparcial que a mídia tenta preservar e se sabe que ela não tem, apesar do que é divulgado.

O que realmente se sabe de toda essa história é que enquanto CartaCapital e TV Globo discutiam, Lula foi reeleito. Nunca se soube de onde veio o dinheiro para a compra do dossiê, mas o PSDB conseguiu eleger José Serra. O avião da Gol realmente havia caído matando 155 pessoas e os controladores de vôo “pagaram o pato”. O caos aéreo continua e soluções ainda são cobradas. Novos escândalos políticos aconteceram. Outros acidentes envolvendo aviões também. E a mídia ainda finge ser imparcial, mesmo quando a opinião pública já não acredita mais nisso.

O primeiro dia

por Anderson Felipe Butilheiro
em 28-08-2007

Muita gente acha que o primeiro dia de aula é traumatizante para as crianças. Mas não me lembro de alguém falar sobre o primeiro dia de aula de um professor. Não o primeiro dia do ano, quando começa uma nova etapa ou no primeiro dia numa nova escola. Estou falando mesmo do primeiro dia na frente de uma classe, dando aula pra vários alunos e tendo que unir tudo aquilo que ele estudou sobre como dar aulas ao conteúdo que ele deve transmitir. Na última semana pude sentir eu mesmo o frio na barriga que precede esse momento frente a uma classe e tenho algo a dizer sobre essa experiência única.

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