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Tropa de Elite, osso duro de roer…
Tropa de Elite
Osso duro de roer
Pega um pega geral
Também vai pegar você
Quando o hit começa a tocar, não tem jeito: toda a platéia se manifesta ou cantando junto, ou batendo as mãos acompanhando o ritmo, ou se mexendo, balançando a cabeça… Provavelmente foi assim que Tropa de Elite 2 foi recebido na maior parte dos cinemas brasileiros! E foi assim ontem, na sessão em que eu estava, lotada, em plena quinta-feira, já na terceira semana de exibição do filme que deverá ser, de longe, o maior sucesso nacional de todos os tempos.

cartaz promocional do filme Tropa de Elite 2
Seguindo o mesmo caminho de seu antecessor, Tropa 2 mostra os bastidores das operações do Batalhão de Operações Especiais, o BOPE, que ficou popular após o primeiro filme. Apelidados de caveiras, os membros do grupo são treinados para agir como uma força tarefa na guerra contra o tráfico no Rio de Janeiro. Na trama do anterior, o então Capitão Roberto Nascimento (Wagner Moura), é o responsável pelo treino e por parte das ações táticas desse time de “super-policiais”. Com um apelo fortemente voltado para a violência, tratando dos traficantes e demais bandidos com pouquíssima cordialidade (e muita pancadaria), o filme ganhou a simpatia do público brasileiro, cansado de ver esses criminosos saírem impunes, e extasiados de vê-los pagando pelos pecados… Mesmo que de uma forma nada justa, e às vezes demasiadamente cruel!

Coronel Nascimento (Wagner Moura) em ação
O segundo filme vai na mesma linha, porém explora mais do que as operações táticas do Batalhão, indo até os bastidores do poder público, onde jogos políticos e de interesse econômico controlam até mesmo a própria polícia e sua influência nas comunidades. Enquanto o primeiro filme se baseia em uma história real, retratada no livro Elite da Tropa, escrito por Luiz Eduardo Soares, a sequência tem roteiro próprio, aparentemente fictício, mas que é o fiel retrato da sociedade brasileira de hoje.
Envolvido cada vez mais pelo poder público, Nascimento se torna Coronel, se encaixa na Secretaria de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro e começa uma operação que, para ele, iria limpar de vez as ruas do tráfico de drogas e de toda a rede de corrupção envolvida. Mas ao invés disso, as suas ações abrem uma brecha pra que outro tipo de corrupção se instaure e tome conta das favelas, nas mãos dos próprios policiais. Assim, Nascimento percebe que sua guerra passa a ser contra as milícias: grupos de policiais corruptos que controlam os morros cariocas.

Seu Jorge e o diretor José Padilha
Tropa 2 conta com um elenco de peso, começando pelo próprio Wagner Moura, que volta com uma atuação impecável, assim como do filme anterior. Se no primeiro Tropa o Capitão Nascimento se tornou símbolo pela sua personalidade, firmeza e pelo seu caráter, que mesmo passando por problemas de relacionamento, se mantinha imaculado, na sequência ele se torna ainda mais empático com o público, mostrando ser ainda incorruptível, mesmo não sendo um homem exemplar!
O cast ainda tem André Ramiro e Tainá Müller, que também estavam no anterior, além de Maria Ribeiro, João Miguel, Fernanda Machado, Irandhir Santos e Seu Jorge, com uma perfeita atuação logo no começo do filme.
Tropa de Elite 2 conta não só com um bom enredo, com uma verosimilhança incrível, mas com uma produção excelente, que é de longe a melhor pra um filme produzido em solo tupiniquim. As cenas de ação são recheadas de tiros, ao molho de muito sangue, às vezes até exagerado, mas com tomadas boas, som impecável e um ensaio incrível que faz cada bala parecer mais real que a anterior. Nao me lembro de ter visto nem em filmes americanos cenas em que se sentisse tanto o impacto de um soco, um chute ou um tiro.
E é exatamente com um tiro que o filme encerra. Não vindo de um revólver, mas das palavras fortes do protagonista que fecha o filme com um discurso que no mínimo nos faz pensar sobre a nossa parcela de culpa no cenário social do nosso país. Um segundo tiro então vem, na voz de Hebert Viana, com a música “O Calibre”, que encerra o filme.
Eu vivo sem saber até quando ainda estou vivo
Sem saber o calibre do perigo
Eu não sei d’aonde vem o tiro
Meu Malvado Favorito (Despicable Me, 2010)
Há muito tempo não escrevo sobre um filme aqui no blog! Mas nesse feriado prolongado, que em Curitiba é mais prolongado ainda pelo dia 8 de setembro (dia da padroeira da cidade), resolvi aproveitar a promoção da segunda-feira com ingressos a 6 reais (e 3 a meia pra estudante) e fui ao cinema. E devo dizer que entre as várias boas opções, foi difícil escolher: A Origem, Os Mercenários, O Último Mestre do Ar e vários outros. E meio que por uma escolha aleatória (na verdade foi por ter que decidir ver algum filme dublado e uma animação é sempre a melhor escolha nessas horas), acabei na sala que exibia Meu Malvado Favorito. Entre várias crianças elétricas, um som muito alto e a eterna falha da dublagem brasileira de deixar os efeitos especiais mais altos que a voz dos personagens, cheguei à conclusão de ter feito uma ótima escolha!
Uma leva de boas animações tem sido lançadas nesses últimos anos. Pra falar a verdade, desde que o primeiro Toy Story foi lançado, a Pixar e a Dreamworks tem duelado incessantemente em levar ao público histórias originais, com belíssimo enredo, engraçadas na medida certa, ótimo plano de fundo, personagens cativantes… Receita pronta e garantia de boa bilheteria! Carros, Walle, Up… Exemplos de animações que misturam perfeitamente o cômico e o drama e criam histórias cheias de lições. Não aquelas lições baratas de moral dos contos antigos, mas verdadeiras lições de valor da amizade, da ética, do cuidado com nosso planeta. Mas tudo acabou se tornando tão clichê que a coisa começou a ficar previsível…
Esse ano nenhuma animação conseguiu me arrastar para os cinemas. Cheguei a ir para ver Ironman 2, Esquadrão Classe A e Prince of Percia (todos muito bons, pra caras como eu que amam blockbusters). Mas nem mesmo o aguardadíssimo Toy Story 3 foi suficiente para me fazer sentir motivado. A explicação é uma só: a onda 3D! Eu simplesmente não suporto mais ouvir falar desse ou daquele filme, aquela cena, aquele trecho… Tudo 3D!
Tudo agora se resolve de modo fácil: um filme qualquer com uns efeitinhos 3D vira campeão de bilheteria. Não, isso não é sobe Avatar e não irei começar aqui uma discussão sobre plágios, orçamento exacerbado e uma chance de engatar uma trilogia bilionária. Eu gostei de Avatar, mas não vi 3D. Aliás, não tive coragem ainda de pagar mais de 20 reais numa sessão 3D para filme algum…
Acontece que quando vi o trailer de Meu Malvado Favorito e sua simples menção de que o personagem central da história seria o vilão, algo me pareceu tão fora dos clichês… Um vilão que no fundo não era assim tão mau. Um vilão que se mete numa trama tão cheia de boas sacadas que simplesmente não dava para não ir ver. E quase deixei pra ver outra hora. Mas foi, sem dúvida, minha melhor sessão de cinema esse ano.
Como isso aqui não é uma crítica de um site sobre cinema, não vou me ater a contar detalhes ou fazer análises detalhadas (eu larguei o jornalismo, lembram?). O roteiro do filme é simples: O temível Sr. Gru é um vilão de meia-idade que nunca engatou um grande plano maléfico. Ele é auxiliado pelo Dr. Nefário e pelos minions, pequenas coisinhas amarelas altamente viciantes de tão engraçadinhas. Em seu plano para se tornar o maior vilão de todos os tempos, Gru decide roubar a Lua. Mas ele tem um arque-rival: um jovem vilão chamado Vetor que fará de tudo para sabotar seu plano. Em meio à disputa de poder entre os dois vilões, três garotinhas órfãs, Margô, Agnes e Edith, acabam se envolvendo e são adotadas por Gru como parte de seu plano maquiavélico. As três garotinhas não só mudam toda a rotina de vilania de Gru como acabam amolecendo seu coração e dão outra direção aos planos do malévolo.
Na dublagem brasileira, apesar de todos os ‘ senão’ que sempre me aborrecem (como o som exageradamente alto dos efeitos de explosões que se sobrepõe às vozes, por exemplo), há sempre uma enorme vantagem: sobra tempo para se ver os detalhes das cenas… Aqueles detalhes que se perdem quando temos que prestar atenção nas legendas. E nas animações esses detalhes são fundamentais. Em Meu Malvado Favorito então, elas são o ponto em que está toda a graça. Não dá pra perder um minuto sequer dos minions em cena.
Confesso que me apaixonei pelas boas gargalhadas do garotinho de uns 2 anos que estava ao meu lado e que isso me fez repensar o estar ali no meio daquela criançada (eu já disse que era a sessão das 22 horas e que estava lotado de crianças e pais?). Nunca tive problemas com crianças. Na verdade, eu gosto bastante e sonho muito em ter meus próprios filhos. Mas pra ver filme, sempre preferi o silêncio. Às vezes até prefiro ver sozinho em casa… Mas de alguma forma sentia falta de ouvir essa euforia infantil. Me fez me sentir um pouco mais velho, mais adulto, e pensar bastante numa série de coisas importantes.
O filme em si também é uma enorme lição, como tinha que ser. Enquanto se aproxima das meninas, Gru vai aos poucos percebendo a importância das crianças em sua vida. Aquele seu lado durão, de grande vilão do mau, vai aos poucos cedendo ao cara bom que ele na verdade era. A doçura das meninas, o jeito como aos poucos elas começam a se identificar com ele, e como o lado paternal dele vai aos poucos se mostrando, põe em cheque toda essa cultura que temos vivido em que as próprias crianças tem se tornado cada vez mais adultas e como o mundo delas tem ficado tão parecido com o nosso.
Acho que já deu pra perceber que o tema aqui não é bem o filme em si, não é? Por incrível que possa parecer, assistir à essa produção me fez pensar demais e refletir sobre como tem sido nossa relação com nossas crianças. As três garotinhas do filme são exatamente como as crianças tem que ser: carentes, bagunceiras, querem atenção, querem companhia para brincar, querem alguém para contar histórias, querem um adulto para ser exemplo em suas vidas. E quando acham em Gru esse alguém, as meninas começam a moldar a personalidade dele para que ele seja esse referencial.
Faço essa crítica me colocando na posição de adulto. Talvez seja a primeira vez que vejo a mim mesmo dessa forma, como responsável pela formação do caráter das crianças, como referência pra elas, como alguém que pode se exemplo de como fazer o certo… E o que nossa sociedade tem sentido mais é uma enorme carência disso. Nós temos sido os malvados favoritos de nossas crianças, que acabam nos imitando e sendo tão más quanto nós. Nas corrupções que tanto gostamos de apontar, esquecemos de falar daquelas que estão no nosso dia-a-dia e que nossas crianças têm aprendido.
No fim do filme, Gru se torna um herói. Não vou contar como para não estragar tudo, mas vale a pena dizer que o fim do filme é o final perfeito de uma lição que deve permanecer não só nas nossas risadas durante o filme, ou nos comentários e críticas dos jornais. Essa lição é daquelas que deve começar um diálogo que dê origem a uma mudança de pensamento. Eu quero ser exemplo para nossas crianças. Não de um malvado legal, mas de uma boa pessoa, com boa índole, honesto, responsável. E quero que meus filhos vejam em mim esse tipo de pessoa e aprendam a ser assim. Quem sabe no futuro eles também não sejam capazes de mudar a sociedade simplesmente agindo diferente?
Pra fechar, deixo aqui uma amostra do filme, para você que talvez ainda não tenha assistido. Confira o trailer de Meu Malvado Favorito:
PS.: Acho que nunca achei tantos sinônimos para mal, maldoso, maléfico e etc.
The Matrix – 10 anos
Desde o começo desse ano que estou programando esse post e ele nunca saía. Por mais incrível que possa parecer, acho extremamente difícil falar sobre “The Matrix” sem me deixar levar por devaneios, emoções diversas e muitas outras coisas mais. Por isso procrastinei enquanto deu. Porém, não dava pra fechar o ano sem escrever sobre o filme que, pelo menos pra mim, foi o mais importante de todos os tempos na história do cinema.

Cartaz publicitário do filme
Há pouco mais de dez anos, precisamente no dia 02 de abril de 1999, estreava nos cinemas americanos o que viria a ser um dos maiores sucessos da história do cinema. Contestado, discutido, plagiado e fonte de inspiração pra tantas obras mais, “The Matrix” (no Brasil simplesmente “Matrix”) surgiu com um conceito totalmente novo para filmes de ação. Mas não só isso, toda a cenografia, os diálogos altamente filosóficos e os conceitos e ideais transmitidos no filme se tornaram um marco.
A história narra a saga de Thomas A. Anderson (Keanu Reeves), um homem que vive, do lado de fora dos computadores, a vida de um pacato programador de uma grande empresa. Do lado de dentro ele é Neo, um perigoso hacker procurado pelo FBI. O que o jovem de cabelos escuros não sabe é que nada nessa vida que ele vive não é real.
Durante o filme, ganhador de 4 Oscars, somos levados à um futuro onde homens e máquina duelam pela sobrevivência numa guerra que dura aproximadamente há dois séculos. Neo conhece a verdade sobre esse mundo conduzido por Morpheus (Laurence Fishburne), um dos principais hackers do que ele chama de ‘A Matriz’ (na versão brasileira, mantiveram o nome em inglês Matrix), um sistema criado para aprisionar os seres humanos e gerar a energia que alimenta as máquinas. Dentro desse sistema, os humanos são levados a crer que vivem no mundo real por um mecanismo que prende suas mentes virtualmente. Do lado de fora, uma verdadeira guerra acontece entre os humanos que se libertaram da Matriz e as máquinas. Segundo Morpheus, Neo é O Escolhido (The One) para acabar de vez com a tal guerra. Uma espécie de messias, ou o cumpridor de uma professia.
“The Matrix” coloca em cheque uma série de conceitos sobre o real e o imaginário, traz à tona ideias que vem de Platão (o Mito da Caverna), se misturam com mensagens do budismo e cristianismo, com previsões de um futuro governado por máquinas (a la Isaac Asimov) e um cenário underground típico de aventuras sci-fi (ficção científica). Exatamente por essa mistura de dar medo é que o filme fez tanto sucesso, foi tão criticado, tão visto e fez um tremendo estardalhaço.

Agentes
Nos anos seguintes, muita coisa no cinema mudou devido ao uso das tecnologias adotadas primeiro pelos irmãos Andy e Larry Wachowski, diretores, produtores e roteiristas da trilogia que se formaria em seguida. The Wachowskis (como são conhecidos desde a mudança de sexo de Larry, agora Lana) são fãs de tudo o que tem a ver com cultura pop, desde Tolkien até mangás, passando por kung-fu, bang-bang e outras coisas nerds. E exploram tudo isso o tempo todo em “The Matrix”.
O filme foi não só uma sensação nos cinemas, mas fora das salas, originando uma franquia similar à de “Star Wars” ou “Star Trek”, tão idolatrada como elas. Jogos para PC (“Enter the Matrix”), bonecos de brinquedo, sátiras, adaptações e até uma inusitada continuação em versão animé (“Animatrix”, lançado em 9 episódios em desenho animado no estilo oriental) apareceram. “The Matrix” também serviu para alavancar a carreira dos protagonistas Keanu Reeves e Laurence Fishburne, além de lançar vários outros atores ainda desconhecidos do grande público como Carrie-Anne Moss (Trinity) e Hugo Weaving (Agente Smith).

Keanu Reeves como Neo em "The Matrix Reloaded"
Keanu Reeves, inclusive, vinha de bons momentos anteriores com o sucesso de filmes como “Advogado do Diabo” (“The Devil’s Advocate”, 1998) e “Velocidade Máxima” (“Speed”, 1994). Mas só depois de “The Matrix” passou a ser considerado ator de primeiro escalão em Hollywood. De lá pra cá o ator perticipou de outros 18 filmes, quase sempre como personagem principal. No próximo ano Reeves deve lançar mais dois trabalhos (“47 Ronin” e “Henry’s Crime”).
Se você ainda não viu “The Matrix”, é bem provável que você terá que ver. Se não por obrigação de escola, pelo menos pra você conhecer um dos filmes que se tornou um clássico e que será comentado por pessoas como eu por muitos e muitos anos. Uma boa forma de começar e vendo o trailer do filme. Divirta-se!
“Traseiro no passado…”
Esses dias revi o filme “O Rei Leão” com alguns amigos. Foi uma baita sessão de saudosismo, porém muito divertido. Relembrar as célebres canções do filme, as frases hilárias de Timão e Pumba, entre outras coisas, me fizeram muito bem! Recomendo coisa do gênero para os cinéfilos de plantão.
No filme, o leãozinho Simba, o filho do Rei Mufasa, enfrenta a acusação da morte de seu pai, depois de uma série de confusões em que se mete por ser bastante curioso. Na verdade, tudo não passou de uma trama de seu tio para assumir o trono. Simba então foge para o deserto, onde é encontrado por dois personagens: Timão e Pumba. Um dos diálogos mais marcantes do filme, que inclusive antecede uma das músicas mais famosas da história dos desenhos da Disney, é exatamente a iniciada pelo facóquero (ah, você não sabia que o Pumba era um facóquero, sabia?) com essa frase acima (no título): “Você deve deixar seu traseiro no passado…“, diz ele. Logo depois ele é corrigido pelo suricate que diz que “você deve deixar o seu passado para trás”.
A filosofia ensinada por Timão e Pumba – Hakuna Matata – é aprendida por Simba, o personagem principal do filme, que passa a viver da mesma forma que os novos amigos: “Sem problemas”. O detalhe é que, a partir desse momento Simba começa a fugir de suas responsabilidades, dentre elas, a de ser o líder de seu povo e de uma terra que dependia da liderança do ‘rei leão’. Simba não consegue encarar de frente suas obrigações e, baseado na sua nova filosofia, deixa seu ‘traseiro no passado’. Ou melhor, deixa tudo para trás. Como consequência das atitudes de Simba, anos mais tarde seu povo sofre nas mãos de Scar, um líder sem caráter.
Somente quando é confrontado por Nala, sua amiga de infância, Simba se põe a pensar no seu passado e, convencido pelo babuíno Rafiki, decide voltar, lutar contra Scar e reassumir seu lugar no trono. Em meio a toda essas história, o filme faz referências a histórias bíblicas como a de Moisés (que retorna para libertar seu povo) e José, além de clássicos como Hamlet. O filme, de 1994, é ainda hoje um dos mais bem sucedidos da história do cinema, estando entre as 20 maiores arrecadações de todos os tempos (fonte: Yahoo! Movies).
A lição ensinada no final das contas, acaba sendo escondida pelo sucesso tremendo que os personagens Timão e Pumba tiveram. Sua teoria de que as coisas que causam problemas devem ser deixadas de lado acabou se tornando mais interessante do que a mensagem final do filme passada por Rafiki que mostra a Simba o caminho de volta para sua terra, seus problemas e, enfim, suas responsabilidades. Com as responsabilidades assumidas, Simba encontra um caminho diferente para a felicidade ao lado de Nala e na reconstrução do reino que ele assume como seu. Só assim ele se torna, de fato, “O Rei Leão”.
Saiba mais sobre os suricates e sobre os facóqueros. Veja também o vídeo de Hakuna Matata (que em português acabou ficando Hatuna Matata para evitar cacofonia):

