Exgok – Os Descobridores de Mundos

Prólogo

Sempre fomos curiosos sobre o espaço. Talvez muito mais do que sobre o nosso próprio planeta. Nos indagamos se haveriam outros lugares a se descobrir, outros povos a conhecer… Se estávamos sozinhos nesse lugar inexplicavelmente grande, frio e escuro. Nossa curiosidade nos fez criar ferramentas, depois máquinas, coisas que fossem capaz de nos levar mais e mais longe. E então conquistamos o desconhecido.

Começou com um de nós no espaço. Depois fomos mais e mais longe. Enviamos aos planetas à nossa volta dispositivos capazes de nos trazer informações precisas sobre a constituição de cada rocha, poeira, cada resquício de água existente. E então começamos a acreditar na possibilidade de vida em outros lugares.

Procuramos. Tornamos possível cada vez enxergar mais distante, com mais precisão. E então pensávamos ter enxergado tudo. Mas, depois de sondar cada canto do universo, descobrimos que nele, as dimensões não são as mesmas para todas as coisas.

Assim, enquanto analisávamos as menores porções de nós mesmos e descobríamos que as menores partes podiam se dividir em partes ainda menores, percebemos que o universo era constituído igualmente de partes minúsculas e que em cada uma delas poderia haver sinal de vida.

No meio de tantas constelações, tantas galáxias desconhecidas, tantos mundos inexplorados, encontramos um lugar, um planeta. Não muito grande, comparado aos nossos padrões. Depois de anos, décadas de pesquisa, descobrimos informações valiosas sobre ele. Era distante, nossos recursos ainda não tornavam possível observar de tão perto, mas fomos evoluindo nossa tecnologia pouco a pouco.

Milhares de cientistas participaram das pesquisas. Gerações se passaram e os dados se tornavam mais completos. E então, com a tecnologia adequada, pudemos verificar: havia vida!

Esse planeta passou a ser nossa obsessão. Não havia uma conferência sequer em que não se falasse dele. Não havia um estudioso que não o quisesse conhecer mais. Não havia um de nós que não olhasse à noite para o céu pensando nele. E foi assim por mais alguns anos.

Descobrimos aos poucos sua geologia. Havia hidrogênio e oxigênio em abundância. Várias regiões de gelo, mas muito mais regiões em estado líquido; algumas porções de terra. Ele era próximo o suficiente de uma estrela para que sua temperatura fosse amena, equilibrada. A estrela o provia de luz e calor. Em tudo ele era muito similar ao nosso planeta.

Havia uma profecia entre nós. Não éramos todos muito ligados à religião, mas os que eram se lembravam sempre dela. Ela dizia que conheceríamos um lugar incrivelmente perfeito para que nele houvesse vida. E haveria! E nós o chamamos de Exgok, que em nossa língua quer dizer “lar das águas”.

Mas vocês o conhecem como Terra, seu lar!

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