Games 2D em 3D?

•1 01UTC fevereiro 01UTC 2010 • Deixe um comentário

Tem gente que é muito à toa mesmo, né? Mas tem uns caras que aproveitam esse “ócio” e o tornam e coisas muito criativas. Como esse designer aqui, um tal de Mikaël Aguirre, que descobri no deviantArt. O sujeito resolveu pegar algumas cenas de jogos clássicos em 2D (principalmente do fantástico SNES) e transformá-las em cenas tridimensionais. Com um realismo fascinante, e com precisão nos detalhes 3D, o cara (conhecido Orioto) realmente fez algo fenomenal. Confira:

Super Metroid

Super Metroid

Sonic

Donkey Kong

Sonic Wings

Castlevania

Veja mais em http://orioto.deviantart.com.

Puny Parker

•24 24UTC dezembro 24UTC 2009 • 1 Comentário

Não é de hoje que eu acompanho Vitor Cafaggi e sua excelente abordagem de um universo amado por milhares em seu blog intitulado Puny Parker. Como diz o próprio, “uma fanfic¹ sobre o garoto que se tornará o Spider-Man”! Em seu blog, que já faz parte dos links indicados do [estereo]tipo já faz tempo, Cafaggi aborda o dia-a-dia do pequeno Peter Parker (daí o título puny, que significa pequenino) com situações inusitadas que poderiam ter acontecido com o jovem em sua infância cercada por personagens que, mais tarde, se tornariam tão importantes na saga do herói.

Cafaggi, mineiro de belzonte, desenha como um cartunista daqueles que ganham prêmios por todo mundo, mas preserva sua simplicidade e humildade quando fala de seu próprio trabalho, coisa comum em seus comentários em respostas a centenas de seguidores. Assim como eu, vários outros fãs do aracnídeo também se tornaram fãs do blog.

Cafaggi brinca com a capa do disco dos Beattles

Lembro de quando acessei o site pela primeira vez, indicado por um amigo, e me deparei com as excelentes histórias. Na época, Vitor encerrava a primeira temporada do blog com um excelente desfecho. Li toda a saga num só dia! E vivi a ansiedade do início da nova temporada como quem acompanha LOST (por sinal, tô super ansioso com a estréia da 6ª temporada, hehehe)!

Brincando com tudo o que faz parte da cultura pop, principalmente de quem viveu a infância e a adolescencia nos anos 1980 e 1990, Cafaggi explora momentos que nos levam a lembrar de “De volta para o Futuro”, “Karate Kid”, os quadrinhos da época, e boas sacadas de cenas dos filmes e desenhos do escalador de paredes. As melhores, pra mim são:

O pequeno Parker pensa na vida

Mas a grande sacada mesmo das tirinhas de Cafaggi são seus significados. Além de ter sacadas inteligentíssimas que misturam a cultura dos anos 1980, contexto vivido pelo jovenzinho, às situações do universo Aranha, o cartunista ainda joga diversas vezes com os sentimentos do garoto em relação à vida, amor, família… E torna Parker um garotinho sonhador, afetuoso e meigo – uma visão nada típica de um herói.

Me surpreendi muito, é verdade, no dia em que o cara resolveu abrir um parentese na sua saga para falar de sua vida pessoal em público! Talvez um dos posts que mais me fez pensar até hoje num blog qualquer. No post do dia 4 de julho deste ano Cafaggi mostrou que sua veia sentimental não funciona só com seu persoangem, mas é reflexo de tudo o que ele próprio é: um cara bacana, oriundo dos excelentes anos 1980, à moda antiga (pô, rasguei seda pro cara aqui). Assim como eu (ah, tá explicado! hehehe…) (intitulado “Off”, esse é O post: http://punyparker.blogspot.com/2009/07/off.html).

Por seu excelente trabalho, Cafaggi teve diversos destaques em blogs dos mais diversos gêneros e foi sempre aplaudido (http://punyparker.blogspot.com/2009/05/puny-em-destaque.html). Talvez por isso demorei tanto a falar dele aqui (quem sou eu, afinal, para falar de Puny Parker?)… Mas não podia deixar de comentar sobre essa história que venho acompanhando de perto por esses longos meses, sempre me divertindo muito com tudo.

¹Fanfic é a abreviação do termo em inglês fan fiction, ou seja, “ficção criada por fãs”.

The Matrix – 10 anos

•20 20UTC dezembro 20UTC 2009 • Deixe um comentário

Desde o começo desse ano que estou programando esse post e ele nunca saía. Por mais incrível que possa parecer, acho extremamente difícil falar sobre “The Matrix” sem me deixar levar por devaneios, emoções diversas e muitas outras coisas mais. Por isso procrastinei enquanto deu. Porém, não dava pra fechar o ano sem escrever sobre o filme que, pelo menos pra mim, foi o mais importante de todos os tempos na história do cinema.

Cartaz publicitário do filme

Há pouco mais de dez anos, precisamente no dia 02 de abril de 1999, estreava nos cinemas americanos o que viria a ser um dos maiores sucessos da história do cinema. Contestado, discutido, plagiado e fonte de inspiração pra tantas obras mais, “The  Matrix” (no Brasil simplesmente “Matrix”) surgiu com um conceito totalmente novo para filmes de ação. Mas não só isso, toda a cenografia, os diálogos altamente filosóficos e os conceitos e ideais transmitidos no filme se tornaram um marco.

A história narra a saga de Thomas A. Anderson (Keanu Reeves), um homem que vive, do lado de fora dos computadores, a vida de um pacato programador de uma grande empresa. Do lado de dentro ele é Neo, um perigoso hacker procurado pelo FBI. O que o jovem de cabelos escuros não sabe é que nada nessa vida que ele vive não é real.

Durante o filme, ganhador de 4 Oscars, somos levados à um futuro onde homens e máquina duelam pela sobrevivência numa guerra que dura aproximadamente há dois séculos. Neo conhece a verdade sobre esse mundo conduzido por Morpheus (Laurence Fishburne), um dos principais hackers do que ele chama de ‘A Matriz’ (na versão brasileira, mantiveram o nome em inglês Matrix), um sistema criado para aprisionar os seres humanos e gerar a energia que alimenta as máquinas. Dentro desse sistema, os humanos são levados a crer que vivem no mundo real por um mecanismo que prende suas mentes virtualmente. Do lado de fora, uma verdadeira guerra acontece entre os humanos que se libertaram da Matriz e as máquinas. Segundo Morpheus, Neo é O Escolhido (The One) para acabar de vez com a tal guerra. Uma espécie de messias, ou o cumpridor de uma professia.

“The Matrix” coloca em cheque uma série de conceitos sobre o real e o imaginário, traz à tona ideias que vem de Platão (o Mito da Caverna), se misturam com mensagens do budismo e cristianismo, com previsões de um futuro governado por máquinas (a la Isaac Asimov) e um cenário underground típico de aventuras sci-fi (ficção científica). Exatamente por essa mistura de dar medo é que o filme fez tanto sucesso, foi tão criticado, tão visto e fez um tremendo estardalhaço.

Agentes

Nos anos seguintes, muita coisa no cinema mudou devido ao uso das tecnologias adotadas primeiro pelos irmãos Andy e Larry Wachowski, diretores, produtores e roteiristas da trilogia que se formaria em seguida. The Wachowskis (como são conhecidos desde a mudança de sexo de Larry, agora Lana) são fãs de tudo o que tem a ver com cultura pop, desde Tolkien até mangás, passando por kung-fu, bang-bang e outras coisas nerds. E exploram tudo isso o tempo todo em “The Matrix”.

O filme foi não só uma sensação nos cinemas, mas fora das salas, originando uma franquia similar à de “Star Wars” ou “Star Trek”, tão idolatrada como elas. Jogos para PC (“Enter the Matrix”), bonecos de brinquedo, sátiras, adaptações e até uma inusitada continuação em versão animé (“Animatrix”, lançado em 9 episódios em desenho animado no estilo oriental) apareceram. “The Matrix” também serviu para alavancar a carreira dos protagonistas Keanu Reeves e Laurence Fishburne, além de lançar vários outros atores ainda desconhecidos do grande público como Carrie-Anne Moss (Trinity) e Hugo Weaving (Agente Smith).

Keanu Reeves como Neo em "The Matrix Reloaded"

Keanu Reeves, inclusive, vinha de bons momentos anteriores com o sucesso de filmes como “Advogado do Diabo” (“The Devil’s Advocate”, 1998) e “Velocidade Máxima” (“Speed”, 1994). Mas só depois de “The Matrix” passou a ser considerado ator de primeiro escalão em Hollywood. De lá pra cá o ator perticipou de outros 18 filmes, quase sempre como personagem principal. No próximo ano Reeves deve lançar mais dois trabalhos (“47 Ronin” e “Henry’s Crime”).

Se você ainda não viu “The Matrix”, é bem provável que você terá que ver. Se não por obrigação de escola, pelo menos pra você conhecer um dos filmes que se tornou um clássico e que será comentado por pessoas como eu por muitos e muitos anos. Uma boa forma de começar e vendo o trailer do filme. Divirta-se!

Entendendo a catástrofe de 2012

•12 12UTC dezembro 12UTC 2009 • 6 Comentários

Cartaz de "2012": "Quem será deixado para trás?"

Criei coragem ontem e finalmente fui ver o tão anunciado “2012″ nos cinemas. A falta de coragem anterior foi por ouvir tantas críticas a respeito do filme que acabaram com toda a minha expectativa criada antes. Falaram tão mal dele que achei que seria um péssimo filme. E não foi. “2012″ cumpre o combinado: diversão, efeitos especiais fantásticos, uma história densa focada não só num personagem, mas em várias situações que se misturam e fazem da trama 2 horas e meia nada cansativas. Porém o filme realmente peca em alguns aspectos. Não sou de fazer spoilers quando falo de filmes. Nem gosto que me contem e não faço o mesmo com ninguém. Então pode ler sossegado o que vem a seguir.

A começar pelos créditos, “2012″ já surpreende. O filme tem uma introdução totalmente diferente do que se espera e nos conduz a entender o que se passa no período entre 2009 (ano atual) e 2012 (ano anunciado de todas as catástrofes). Daí pra frente, o filme desenrola um desencadeamento de acidentes, incidentes, catástrofes das mais diversas formas que são causados pelo Sol. Sim, essa é a premissa do filme: o Sol como grande vilão do fim do mundo, assim como previa uma tal profecia maia. Aliás, quem pensa que o filme fala dessa tal profecia até cansar, se engana. Poucas vezes no filme ela é citada e nem mesmo é bem explicada. Por isso, aí vai a explicação detalhada do assunto, que é o verdadeiro tema desses post.

Templo Maia

Certo tipo de crença que mistura astronomia, arqueologia, mitologia, numerologia (e outras cositas más) conhecido como “Fenômeno 2012” afirma que haverá nesse fatídico ano um evento de proporções não só globais, mas que envolverá parte do nosso Sistema Solar. Esse evento acarretará diversas mudanças em nosso planeta podendo causar inclusive a extinção da vida por aqui. Nenhum cientista em sã consciência leva a sério essa teoria.

O fundamento principal da teoria é um dito “calendário maia”, que na verdade nem maia é, que teria sido calculado de forma que seu fim seria aproximadamente entre 21 e 23 de dezembro de 2012. O tal calendário, que na verdade era um calendário comum aos povos mesoamericanos (maias, astecas e incas), se baseava num sistema completamente diferente de contagem:

O calendário de conta longa identifica uma data através da contagem dos dias desde 11 de Agosto de 3114 a.C. (no calendário gregoriano proléptico). Em vez de utilizar um esquema de base 10, como a numeração ocidental, os dias da contagem longa eram contabilizados através de um sistema vigesimal(que ia de 0 a 19 , diferente do nosso decimal que vai só até 9). Assim, 0.0.0.1.5 é igual a 25, e 0.0.0.2.0 é igual a 40.

Sistema vigesimal de numeração

No entanto, a contagem longa não é consistentemente de base 20, uma vez que o segundo dígito a contar da direita apenas conta até 18 antes de voltar a zero. Assim, 0.0.1.0.0 não representa 400 dias, mas sim apenas 360. (Wikipédia)

Assim sendo, o dia 21 de dezembro de 2012 coincidirá com a data 20.20.20.18.20 do calendário maia, o último possível duma série de mais de cinco mil anos, ou seja, o fim de um ciclo.

Para os seguidores da Nova Era, o ano de 2012 marca o início de uma transformação física ou espiritual positiva, uma transição para uma nova era (a tão aguardada Era de Aquário) que substituirá a Era de Peixes (mais informações em http://pt.wikipedia.org/wiki/Nova_Era). Porém, para muitas outras crenças, 2012 poderá ser o início de uma fase mais temível conhecida como Apocalipse, ou o Fim dos Tempos.

Muito se tem discutido sobre o assunto na Internet hoje. Várias vezes o assunto se torna motivo de brigas entre blogueiros, entre seguidores de diversas crenças e entre fanáticos do assunto. Inclusive o momento aproveitado para o lançamento de 2012 gerou ainda mais discussões após causar pânico entre alguns. O motivo: quando começou a circular, o trailer do filme acusava os governos de não divulgar à população que o fim do planeta estava próximo. Muita confusão por pouca coisa. Afinal, ninguém se lembra de quando Orson Welles leu “A Guerra dos Mundos” (de H.G. Wells) ao vivo na rádio CBS, em 1938, causando o maior reboliço? (Confira essa história aqui: http://www.dw-world.de/dw/article/0,,956037,00.html).

A grande questão aqui é que mais uma vez Hollywood se aproveita de uma boa história, repleta de misticismo, e faz uma super produção digna de levar alguns Oscar’s (aposto que pelo menos em Efeitos Especiais – ou seja lá qual for o nome dessa categoria agora – eles levam a estatueta dourada).

Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Fen%C3%B4meno_2012 (acesso em 12 de dezembro de 2009) e http://pt.wikipedia.org/wiki/Contagem_longa (acesso em 12 de dezembro de 2009).

Corruptos somos nós

•10 10UTC dezembro 10UTC 2009 • 4 Comentários

redação sugerida pelo tema do ENEM 2009 (“O indivíduo frente a ética nacional“).

Mala de dinheiroCerta vez ouvi um professor dizer que ‘o ser humano reclama da corrupção da qual não participa’. Engraçado pensar que todos os dias atiramos pedras contra nossos políticos, empresários de sucesso, os líderes da nação, sempre julgando e os culpando por toda corrupção do nosso país. Nos esquecemos que os culpados por tudo isso somos nós. Que esses líderes saíram do meio de nós. Que somos nós que crescemos tentando enganar os professores, colando na escola e levando o crédito por algo que alguém fez. Que somos nós que, no trabalho, vivemos tentando passar a perna em um companheiro para ganhar a promoção, o salário melhor. Que somos nós que sonegamos impostos, que compramos CDs piratas, que dizemos que a mercadoria foi mais barata na nota fiscal. Que somos nós que ensinamos nossos filhos a serem ‘espertos’. Somos nós.

Agora me diga: quantas vezes não sonhamos com aquele cargo, aquele trabalho sossegado que todo funcionário público tem (ou que pensamos ter) em que se trabalha pouco e ganha muito bem? Quantos de nós não faríamos de tudo por uma vaga num disputado concurso público? Nunca se ouviu falar tanto quanto nos dias de hoje sobre esses tais concursos. É nossa ‘humanidade’ falando mais alto. Sim, humanidade. Ou você pensa que isso é coisa só de brasileiro? Corrupção não é exclusividade nossa. Desde os tempos egípcios, babilônicos, gregos, romanos, sempre ouve corrupção. Ou você nunca ouviu que “há algo de podre no Reino da Dinamarca?“. Até Shakespeare sabia…

Mas como mudar esse quadro? Tem solução? Às vezes pensamos que não. Que o mundo é do jeito que é e que nada fará diferença. E nossa consciência cidadã, nossa moralidade, ficam aí, dilaceradas pelo que vemos na mídia todos os dias. Nosso povo continua a valorizar aquilo que é errado, que é imoral. Se nossos ídolos continuarem a ser ‘brothers‘ de vida fácil, qual será o caráter das futuras gerações?

O que devemos fazer é criar em nossa sociedade uma cultura nova, uma nova consciência que mostre que não é sem trabalho duro que se conquista o sucesso, mas com suor, com esforço. Que o que devemos almejar para nós é uma vida de dedicação, de honestidade. De que conceitos e valores de ética são passados dentro de casa, nas escolas e em todo lugar. Até mesmo nossa mídia tem que mudar.

Pode parecer que estamos nadando contra a maré. Que é uma utopia pensar assim, mas temos provas de que o ser humano pode ser justo, honesto, íntegro. Quantas histórias não conhecemos de homens e mulheres assim? De gente que cresceu em meio à pobreza e fez seu próprio caminho. De gente que não se deixou envolver pela sujeirada do congresso, do senado, do poder, da fama, dos holofotes cegadores do sucesso. Ou só vemos aqueles que se sujaram? Que participaram dos trambiques, do desvio de verba, do roubo digital, do imposto sonegado? Às vezes parece que só nos lembramos destes. E que nos impressionamos tanto com a sagacidade deles que, primeiro, os acusamos e queremos apedrejar. Logo depois nos perguntamos o que faríamos se estivéssemos em seus lugares. E não se espante se a resposta em sua mente for “a mesma coisa”!

Nossas escolas, nossa educação, nossa mídia (seja impressa, na TV ou na Internet), nossa sociedade como um todo, devem entender que, como pais, amigos, criadores do senso de moral que ficará para a próxima geração, precisamos mudar. Que a ética, a moral do nosso país depende do que ensinamos, do que vivemos. Ensinar honestidade é mais do que falar sobre ela, é agir e demonstrar em todas as coisas. Mesmo diante de toda a onda de corrupção que nos rodeia. É valorizar aqueles que conseguem andar na direção oposta da tempestade de areia e ser exemplos de gente que faz diferença no nosso país. Os responsáveis por essa mudança? Somos nós.

“A corrupção vem com a riqueza”.
Honoré de Balzac

“A corrupção na democracia começa no fato de uma classe fixar os impostos e outra pagar”.
W. E. Inge

“O mais escandaloso nos escândalos é que nos habituamos a eles”.
Simone de Beauvoir

“Todos somos corruptos. Ninguém pode atirar a primeira pedra”.
Mário Amato

“Traseiro no passado…”

•9 09UTC novembro 09UTC 2009 • 5 Comentários

Esses dias revi o filme “O Rei Leão” com alguns amigos. Foi uma baita sessão de saudosismo, porém muito divertido. Relembrar as célebres canções do filme, as frases hilárias de Timão e Pumba, entre outras coisas, me fizeram muito bem! Recomendo coisa do gênero para os cinéfilos de plantão.

No filme, o leãozinho Simba, o filho do Rei Mufasa, enfrenta a acusação da morte de seu pai, depois de uma série de confusões em que se mete por ser bastante curioso. Na verdade, tudo não passou de uma trama de seu tio para assumir o trono. Simba então foge para o deserto, onde é encontrado por dois personagens: Timão e Pumba. Um dos diálogos mais marcantes do filme, que inclusive antecede uma das músicas mais famosas da história dos desenhos da Disney, é exatamente a iniciada pelo facóquero (ah, você não sabia que o  Pumba era um facóquero, sabia?) com essa frase acima (no título): “Você deve deixar seu traseiro no passado…“, diz ele. Logo depois ele é corrigido pelo suricate que diz que “você deve deixar o seu passado para trás”.

A filosofia ensinada por Timão e Pumba – Hakuna Matata – é aprendida por Simba, o personagem principal do filme, que passa a viver da mesma forma que os novos amigos: “Sem problemas”. O detalhe é que, a partir desse momento Simba começa a fugir de suas responsabilidades, dentre elas, a de ser o líder de seu povo e de uma terra que dependia da liderança do ‘rei leão’. Simba não consegue encarar de frente suas obrigações e, baseado na sua nova filosofia, deixa seu ‘traseiro no passado’. Ou melhor, deixa tudo para trás. Como consequência das atitudes de Simba, anos mais tarde seu povo sofre nas mãos de Scar, um líder sem caráter.

Somente quando é confrontado por Nala, sua amiga de infância, Simba se põe a pensar no seu passado e, convencido pelo babuíno Rafiki, decide voltar, lutar contra Scar e reassumir seu lugar no trono. Em meio a toda essas história, o filme faz referências a histórias bíblicas como a de Moisés (que retorna para libertar seu povo) e José, além de clássicos como Hamlet. O filme, de 1994, é ainda hoje um dos mais bem sucedidos da história do cinema, estando entre as 20 maiores arrecadações de todos os tempos (fonte: Yahoo! Movies).

A lição ensinada no final das contas, acaba sendo escondida pelo sucesso tremendo que os personagens Timão e Pumba tiveram. Sua teoria de que as coisas que causam problemas devem ser deixadas de lado acabou se tornando mais interessante do que a mensagem final do filme passada por Rafiki que mostra a Simba o caminho de volta para sua terra, seus problemas e, enfim, suas responsabilidades. Com as responsabilidades assumidas, Simba encontra um caminho diferente para a felicidade ao lado de Nala e na reconstrução do reino que ele assume como seu. Só assim ele se torna, de fato, “O Rei Leão”.

Saiba mais sobre os suricates e sobre os facóqueros. Veja também o vídeo de Hakuna Matata (que em português acabou ficando Hatuna Matata para evitar cacofonia):

Questões

•4 04UTC novembro 04UTC 2009 • Deixe um comentário

Sabe aqueles questionamentos que a gente se faz às vezes? Quando nós estamos lá, parados, observando a vida, vendo as coisas passarem, as pessoas correrem, as crianças crescerem… Sempre há uma série de coisas que se passam na nossa cabeça.

Por que a vida é assim? Por que nascemos, crescemos e morremos, muitas vezes, sem entender o sentido da vida? Por que nos deixamos levar durante todo esse tempo por coisas bobas, tolas, que não suprem nossos reais anseios e, quando estamos velhos, sentimos que não fizemos tudo o que dava pra fazer? Por que?

Por que as pessoas que amamos nunca sabem o quanto nós as amamos. Por que deixamos de dizer isso? Por que não fazemos o suficiente para mostrar nosso amor por elas? Nossos pais, nossos filhos… Nossos amigos e irmãos… As pessoas que sempre estão ao nosso lado são as que mais sofrem por nossa causa. Por que?

Por que fazemos prédios altos, moramos uns em cima dos outros, criamos comunidades imensas, nos entulhamos, amontoamos, nos ajuntamos cada vez, para viver cada vez mais distantes? Por que largamos a vida da fazenda, da roça, do campo e ealizamos o êxodo das grandes cidades para ficarmos ainda mais alienados de todas as coisas? Por que?

Por que criamos carros, motos, aviões, navios e trens? Por que queremos sempre ir mais rápido? Por que deixamos de lado os cavalos, as cavalgadas, o vento no rosto e o prazer de observar a paisagem durante uma viagem só para chegar em menos tempo? Por que nos apressamos tanto pras coisas mais inúteis? Por que?

Por que abrimos mão da companhia de nosso queridos pra passar tanto tempo com pessoas estranhas? Por que preferimos passar o dia inteiro fora de casa e, quando chegamos, preferimos não conversar com ninguém? Por que nos cansamos tão rápido da vida em sociedade, mas vivemos reclamando da solidão do nosso dia-a-dia? Por que?

Por que nos isolamos? Cada homem é uma ilha, certo? Então por que estamos sempre procurando estar próximos? E por que, quando finalmente estamos juntos, queremos nos separar? Por que sentimos falta do outro e não gostamos de estar só? Por que?

Por que deixamos as pessoas pra trás? Por que brigamos, discutimos, quebramos laços de relacionamentos e amizades e, depois de anos, sentimos falta? Por que deixamos que nosso orgulho fale mais alto e nos impeça de estar ao lado daqueles e quem gostamos? Por que?

Por que achamos que a vida é tão injusta? Por que cometemos injustiças uns com os outros? Por que permitimos que as coisas continuem assim? Por que nos questinamos, brigamos, levantamos a voz, mas no fundo deixamos tudo ser como é? Por que?

Por que somos tão egoístas? Tão maus? Tão corruptos? Tão insatisfeitos? Por que?

Por que nunca nos sobra tempo pras coisas que realmente importam, mas vivemos ocupando nosso tempo com coisas que não servem pra nada? Por que sempre reclamamos do tempo e sempre tentamos controlá-lo? Por que administramos tão mau o tempo que temos? Por que?

Por que fazemos coisas, inventamos, construímos e evoluímos tecnologias para nos libertar das coisas e, ao invés disso, cada vez mais nos aprisionamos a elas? Por que dependemos tanto das coisas que nos cercam? Por que não conseguimos nos libertar de nossas próprias criações? Por que?

Por que as nossas crianças agem cada vez mais como adultos e nossos adultos querem cada vez mais ser crianças? Por que os pequenos falam de coisas que não pertencem ao mundo deles e nós achamos tudo tão lindo e não nos preocupamos com o amadurecimento precoce das novas gerações? Por que falamos tanto do ‘nosso tempo’, da ‘nossa época’ e não reagimos à ‘essa época’? Por que?

Por que deixamos que nossa geração se afundasse ainda mais em todas essas coisas? Não havia saída? Era esse o nosso caminho de fato? Por que não procuramos caminhos alternativos para a humanidade enquanto ainda era possível? Por que?

E agora? É tarde demais pra todas essas coisas? Por que deixamos que tudo isso acontecesse? Poluição, desmatamento, aquecimento global… O mundo parece estar entrando em colapso! E ainda sim continuamos de braços cruzados! Por que?

Por que nossa voz ecoa na imensidão e muitas vezes parece que ninguém nos ouve? Por que nossos questionamentos parecem não ter fim mesmo quando nós achamos que sabemos as respostas para todas essas coisas? Por que?

Por que teimamos em por a culpa de tudo em DEUS quando sabemos que é tudo nossa culpa? Por que achamos que ELE nos abandonou quando fomos nós que o abandonamos e tentamos viver por nós mesmos, da nossa maneira, com nossas forças? Por que?

Por que?

Por que?

Por que tantos ‘por quês’?

Por que tantas dúvidas?

Por que tantas questões?

Por que?

Luisim

•14 14UTC outubro 14UTC 2009 • Deixe um comentário

Havia um homem chamado Luisim. Homem humilde, trabalhador, daqueles que sofriam a cada dia para ganhar seu salário e viver como dava. Luisim era, contudo, um homem observador, do tipo que analisava tudo a sua volta. Certo dia Luisim voltava de seu trabalho e viu de longe homens em seus carros de luxo, saindo de um palácio como dos contos de fada e ali começou a observar o modo como as coisas aconteciam no mundo. Como os homens poderosos e os políticos agiam, mandavam e desmandavam em tudo, ocultavam suas ações, fingiam não saber de nada. Os grandes lucravam e os homens como ele lutavam para conseguir sustentar sua casa e sua família. Luisim observava tudo isso e pensava consigo mesmo: “É tudo culpa de homens como esse; poderosos e políticos que só pensam em si. Por causa deles o Brasil não muda. Um dia eu vou estar no lugar deles e então fazer algo para melhorar o país”.

Luisim ficou por muito tempo refletindo sobre essa situação e, numa bela tarde após seu trabalho, juntou alguns amigos para discutir sobre tudo o que pensava. Os amigos de Luisim ficaram inconformados com as informações que ele lhes passava e se sentiram incomodados a agir. Luisim logo assumiu a frente de um grupo que falava aos demais trabalhadores que eles estavam sendo manipulados e deveriam fazer algo. Mas Luisim e seus amigos não tinham força suficiente para fazer nada a não ser manifestar e dizer ao povo o que pensavam. Então Luisim foi buscar apoio. Ele encontrou outros grupos que pensam como o dele e juntos debateram idéias, discutiram questões e formaram um novo grupo, maior, com uma nova visão. Luisim então era líder de um partido político.

Luisim decidiu concorrer à presidência da República e enfrentar logo de uma vez aqueles homens poderosos e os governantes. Mas a força do grupo de Luisim ainda era pequena demais. Mesmo buscando a massa, formada por trabalhadores como ele e como muitos de seu grupo. Mas Luisim ao menos fez barulho o suficiente para assustar aos homens poderosos que decidiram então colocar frente a frente Luisim e o outro candidato, apoiado por eles. Sabendo do apoio que Luisim tinha da massa, os homens poderosos editaram o debate entre ele e o outro candidato e conseguiram colocar o outro no poder. Mas esse outro, um rapaz novo, de boa aparência, um homem visionário, fez um grande estrago durante um curto período de tempo, traiu a confiança dos homens poderosos e logo eles se voltaram contra ele, mobilizando a massa contra ele e retirando-o do poder.

Luisim estava pronto para concorrer com qualquer que fosse o novo candidato dos homens poderosos, mas ele não contava que os homens poderosos arranjariam um candidato igualmente poderoso. Um político experiente que havia bolado uma idéia fenomenal de como fazer parecer que o país não estava tão mal economicamente, mascarando o real valor da moeda nacional. Esse homem ganhou facilmente a simpatia da massa e era favorito ao cargo de líder do Brasil.

Luisim estava inconformado por ter perdido o apoio da massa e decidiu buscar apoio de outros governantes que tinham mais experiência. Mas junto com esses governantes estavam homens poderosos. Não tanto quanto aqueles que mandavam no país. Mas homens com idéias diferentes das de Luisim e seu grupo. Luisim então se reuniu com esses homens e juntos debateram idéias, discutiram questões e formaram um novo grupo, maior, com uma nova visão. Luisim agora poderia concorrer mais uma vez à presidência. Mas Luisim perdeu. Ao menos, para a sorte dele, o então Presidente estava fazendo tantos estragos quanto o candidato anterior dos homens poderosos. A diferença que Luisim não percebeu é que, os estragos desse homem apenas atingiam a massa. Os homens poderosos por trás dele estavam satisfeitos com seu rendimento. Eles mexeram alguns pauzinhos e logo conseguiram reelege-lo, deixando Luisim de fora mais uma vez.

Dessa vez Luisim não via outra alternativa e foi buscar o apoio de homens tão poderosos quanto aqueles a quem ele estava enfrentando. Ele se encontrou com eles, juntos debateram idéias, discutiram questões e formaram um novo grupo, maior, com uma nova visão. Então Luisim foi buscar novamente o apoio da massa que ele havia perdido. Com a ajuda desses seus novos amigos ele conseguiu retomar esse apoio e, depois de muito tempo, Luisim finalmente era um adversário forte, capaz de desafiar qualquer candidato indicado por seus rivais, os outros homens poderosos.

E Luisim finalmente venceu uma eleição. Ele era o novo Presidente da República. Mas Luisim não havia percebido que, ao longo de todo esse processo, por várias vezes, sua visão havia mudado. Ele não via mais com seus próprios olhos, mas sim com os olhos daqueles a quem ele tinha se aliado. As coisas começaram a acontecer à sua volta e ele não via, pois seus olhos ainda estavam vislumbrando o que ele alcançara. E então, através dele, os homens poderosos começaram a agir da mesma forma como os homens que antes estavam no poder e, Luisim, sem saber de nada, fazia estragos tão grandes quanto os de seus antecessores. Luisim não era capaz de enxergar o que acontecia e, por tanto, era incapaz de agir como ele sonhava em agir a anos atrás. A massa começava a ficar contra Luisim. Mas os homens poderosos estavam a seu favor. E com eles, Luisim conseguiria se reeleger.

Mas como num estalo, numa seqüência de desabamentos ao seu redor, Luisim finalmente abre os olhos e percebe que está tão atolado quanto os governantes que no passado ele acusava de serem os culpados por toda a problemática vida do brasileiro. Luisim estava agora enxergando com seus próprios olhos, mas estava já sem o apoio da massa, perdia aos poucos o apoio dos homens poderosos e já não contava mais com seu grupo que havia se dividido e se perdido pelo caminho. Luisim se encontrava sozinho e, ao olhar para baixo, do alto de seu palanque, observava um homem humilde, trabalhador, daqueles que sofriam a cada dia para ganhar seu salário, apontando para ele e pensando: “É tudo culpa de homens como esse; poderosos e políticos que só pensam em si. Por causa deles o Brasil não muda. Um dia eu vou estar no lugar deles e então fazer algo para melhorar o país”.

PS.: esse post foi reaproveitado do meu antigo blog “Aceito Sugestões”, onde foi publicado em 9 de agosto de 2007.

TRON Legacy

•4 04UTC setembro 04UTC 2009 • 1 Comentário
TRON

TRON

Quem viveu sua infância (ou parte dela) nos anos 1980, como eu, com certeza se lembra de diversos filmes clássicos dessa época que marcaram nossas vidas. Muitos desses filmes se tornaram clássicos do cinema mundial e são comentados até hoje. Alguns ganharam refilmagens, outros tiveram continuações tardias… Muito se tem falado sobre uma provável continuação, por exemplo, dos Goonnies. Lembra deles?

Um desses filmes que sempre me vem à memória com boas recordações é “TRON” -  o primeiro filme a ser feito parcialmente usando computação gráfica (partes do filmes feitas no computador). E isso em 1982. Sei que muitos hoje não tiveram oportunidade de ver esse filme fabuloso que foi um dos ápices da ficção científica e trazia, na época, uma história original que foi, posteriormente, copiada centenas de vezes: humanos vivendo dentro de um mundo virtual (ou, no caso, digital).

Trailer de TRON (1982)

A grande sacada do filme era o seu visual totalmente diferente do que já se tinha visto nos cinemas. Filmes que falavam de computadores estavam virando moda (a primeira versão de “War Games” é dessa época também) e essa coisa de computadores fantásticos permeava o imaginário de muitos.

A minha grande surpresa essa semana foi descobrir que a Disney, produtora do primeiro filme, planejava fazer uma continuação do filme. 27 anos depois. Na verdade eu imaginei que seria uma refilmagem do primeiro filme, o que está na moda. Mas quando li o título “TRON Legacy” (algo como “O Legado TRON”), só poderia imaginar uma continuação. E que continuação. Dessa vez a Disney caprichou como há muito não fazia nos seus filmes mais caros (“Crônicas de Nárnia” que o diga).

Trailer de TRON Legacy (2010)

Agora diz ae: um nerd, cinéfilo, que ama tudo o que tem a ver com tecnologia, filmes sci-fi, coisas dos anos 1980 e 1990 (em suma, um geek), vai querer perder esse filme? Bom, eu não vou!

100 coisas que ainda vou fazer na minha vida…

•2 02UTC setembro 02UTC 2009 • 15 Comentários

Continuando a série “100 coisas” (que adotei como sendo a coisa mais divertida do blog), readaptei a ideia de um dos posts anteriores pra falar, agora, de 100 coisas que eu pretendo fazer. Algumas delas sei que posso fazer muito em breve… Outras, talvez dependam mais de um certo esforço (entenda $$$). Mas vamos ver o que sai aqui. Então, lá vai:

  1. Ainda vou ao Hopi Hari
  2. Ainda vou saltar de paraquedas
  3. Ainda vou ao alto topo do Empire States Building
  4. Ainda vou viajar de avião
  5. Ainda vou ao Pólo Norte (e não é pelo Papai Noel)
  6. Ainda vou me formar na faculdade (dessa vez prometo ir até o final)
  7. Ainda vou parar de me mudar tanto
  8. Ainda vou comprar meu notebook
  9. Ainda vou tirar minha carteira de habilitação
  10. Ainda vou fazer um curso de inglês
  11. Ainda vou fazer um curso de alemão
  12. Ainda vou ter uma ideia original e ganhar dinheiro com ela
  13. Ainda vou ter meu proprio negócio
  14. Ainda vou pisar no gramado do Mineirão
  15. Ainda vou assistir a um jogo da Copa do Mundo no estádio
  16. Ainda vou assistir um jogo da seleção no estádio
  17. Ainda vou ao Maracanã
  18. Ainda vou ao Cristo Redentor
  19. Ainda vou andar pelo calçadão de Copacabana
  20. Ainda vou à Estação da Luz em Sampa
  21. Ainda vou conhecer alguém famoso e tirar uma daquelas fotos de fã
  22. Ainda vou ter minha própria banda
  23. Ainda vou cantar minhas próprias músicas
  24. Ainda vou gravar um CD
  25. Ainda vou fazer um churrasco e bancar tudo
  26. Ainda vou juntar amigos de várias épocas diferentes
  27. Ainda vou ter um blog decente
  28. Ainda vou ao Festival de Cinema de Gramado
  29. Ainda vou às Cataratas de Iguaçú
  30. Ainda vou ao Coliseu (em Roma)
  31. Ainda vou à Torre Eiffel
  32. Ainda vou ao Cabo Canaveral (de preferência para ver o lançamento de algum foguete)
  33. Ainda vou aprender a usar gravata
  34. Ainda vou aprender a passar camisa decentemente
  35. Ainda vou arranjar umas roupas que não fiquem grandes em mim (oO)
  36. Ainda vou parar de usar boné
  37. Ainda vou dar um jeito no cabelo (ele me odeia)
  38. Ainda vou engordar (nem que seja uns 10 quilos)
  39. Ainda vou ser menos cabeça dura/teimoso
  40. Ainda vou ao cinema ver um filme que não quero só pra agradar alguém
  41. Ainda vou parar de deixar de lado as coisas que precisam ser resolvidas
  42. Ainda vou ao Chile pelas Cordilheiras dos Andes
  43. Ainda vou a Machu Picchu
  44. Ainda vou fazer uma escalada radical
  45. Ainda vou fazer rapel
  46. Ainda vou pular de bungee junp
  47. Ainda vou comprar meu carro
  48. Ainda vou comprar minha casa
  49. Ainda vou ser menos avarento
  50. Ainda vou fazer mestrado
  51. Ainda vou estudar como devo estudar
  52. Ainda vou dar ouvidos aos conselhos dos meus pais
  53. Ainda vou lutar pelo que quero, mesmo quando não parecer ser o certo a se fazer
  54. Ainda vou planejar melhor meu futuro
  55. Ainda vou aprender a guardar dinheiro
  56. Ainda vou organizar melhor meu tempo
  57. Ainda vou fazer aula de violão
  58. Ainda vou fazer aula de canto
  59. Ainda vou dar aula numa faculdade
  60. Ainda vou decidir onde quero morar
  61. Ainda vou me casar
  62. Ainda vou ter uma filha chamada Ana Laura (ou Ana Clara)
  63. Ainda vou ter um filho e deixar minha mulher escolher o nome dele
  64. Ainda vou levar meu filho à um jogo do Cruzeiro no Mineirão
  65. Ainda vou ter um cachorro que vai morrer bem velho
  66. Ainda vou à uma corrida de Fórmula 1 em Interlagos
  67. Ainda vou à um evento das Olimíadas
  68. Ainda vou colocar minha veia jornalística pra fora mais uma vez (não sei onde)
  69. Ainda vou fazer algo que vai ficar marcado na minha vida
  70. Ainda vou fazer algo que vai ficar marcado na vida de outras pessoas
  71. Ainda vou comprar uma máquina de fazer barba
  72. Ainda vou ter menos preguiça de acordar cedo
  73. Ainda vou acordar junto com o despertador e não antes
  74. Ainda vou aprender a acordar cedo sem me atrasar
  75. Ainda vou parar de escrever “ainad” e ter que corrigir para “ainda”
  76. Ainda vou ser mais diligente
  77. Ainda vou ser mais proativo
  78. Ainda vou ser menos procrastinador
  79. Ainda vou ser menos chato
  80. Ainda vou ser mais objetivo quando falar
  81. Ainda vou aprender a falar menos
  82. Ainda vou às dunas do Maranhão
  83. Ainda me acostumo a ir à praia
  84. Ainda vou me hospedar num Hilton
  85. Ainda vou ao Starbucks
  86. Ainda vou ao Outback
  87. Ainda vou organizar minhas fotos
  88. Ainda vou visitar uns amigos do Nordeste (Hamul e Debby, me aguardem)
  89. Ainda vou largar essa vida de orkut e MSN
  90. Ainda vou gastar menos com coisas inúteis
  91. Ainda vou sair mais com meus amigos e falar menos de mim
  92. Ainda vou fazer uma viagem sem rumo
  93. Ainda vou fazer um mochilão
  94. Ainda vou ler as 7 Crônicas de Nárnia
  95. Ainda vou ler os 12 Deixados para Trás
  96. Ainda vou ler a Bíblia inteira sem ‘picaretar’
  97. Ainda vou ser mais seguro da minha fé
  98. Ainda vou falar em alto e bom som que amo e sirvo a DEUS sem me preocupar com o que as pessoas vão pensar de mim
  99. Ainda vou levar alguém à Cristo
  100. Ainda vou parar de falar o que quero fazer e começar a fazer de fato

Bom, pretendo dar uma conferida nessa lista em breve e verificar os itens que foram, de fato, concretizados (eu espero)…